arti

Artista alemão cria inteligência artificial que pinta como pintores do século XIX

Os experimentos de Mario Klingemann com a tecnologia, porém, não tem sido 100% efetivos

por Pedro Strazza

Como o doutor Frankenstein com sua criatura, a humanidade está começando a perder o controle das inteligências artificiais. Depois de empresas criarem com a tecnologia um Jornalismo imparcial, uma ferramenta que corrige a reputação das pessoas e até mesmo um brasileiro corrupto (!), agora foi a vez de um artista ensinar uma IA a pintar de forma idêntica aos pintores do passado.

O artista no caso é Mario Klingemann, alemão residente de Munique que trabalha na Google Arts & Culture e vem usando de sua conta no Twitter para mostrar os pequenos experimentos que vem fazendo com a tecnologia à qual ele “ensina”. Ele construiu um gerador fotorrealista de rostos à partir de um pix2pixHD da NVIDIA, e começou a apresentar ao aparelho diversas pinturas de origem majoritariamente europeia. Todas as obras tem o comum o fato de serem retratos produzidos antes ou até o ano de 1900 – em entrevista ao Co.Design, Klingemann diz que é muito mais fácil para máquina gerar figuras deste campo que copiar pinturas posteriores a este período ou fotografias, cujo grau de realismo é maior e muito mais complexo.

Este aprendizado proporcionado pelo artista, porém, está muitas vezes voltado para o humor. Klingemann na maioria das vezes mostra nas redes sociais o processo percorrido pela IA até ela conseguir emular a pintura de um quadro ou um artista, o que envolve quase sempre tentativas desastrosas. Um bom exemplo disso foi a tentativa frustrada de seu aparelho em tentar restaurar o “Ecce Homo”, pintura de Elías García Martínez de 1930 (ou seja, fora da norma) cuja restauração desastrosa chamou todas as atenções nas redes sociais em 2012: a máquina não só não conseguiu emular a obra original como criou sua própria versão bizarra, como você pode ver abaixo.

Na entrevista ao Co.Design, Klingemann afirma que apesar da piada há também um desafio artístico muito grande a ele e à tecnologia no processo, pois tanto a máquina quanto o homem são partes fundamentais do experimento. “Ter um gerador de rostos é como ter um gerador de histórias. Cada rosto ou conjunto de faces vão despertar algumas associações, questionamentos ou até mesmo emoções. E claro que o aspecto que a máquina dá a isso tudo gera uma virada interessante” ele diz.

Quem teve curiosidade e quer seguir o trabalho do artista e de seu fiel companheiro tecnológico pode seguir Klingemann em seu Twitter (onde ele normalmente divulga estes materiais) e em sua página no Facebook.

Compartilhe: