Twitter vai começar a veicular conteúdo ao vivo da Disney e da ESPN

Acordo prevê materiais especiais de todas as afiliadas da Walt Disney Company sendo veiculados na plataforma

por Pedro Strazza

O Twitter e a Disney anunciaram hoje (30) que a rede social vai ganhar conteúdo ao vivo da ESPN e de outras subsidiárias do estúdio. O acordo, que não teve maiores detalhes revelados pelas duas empresas, prevê que a plataforma pode receber programação ao vivo especial de qualquer uma das marcas possuídas pela Walt Disney Co., e já tem previsto – além do canal de esportes – produções da ABC, Disney Channel e Freeform, Disney Digital Network, a divisão de longas live-action da Walt Disney Studios, a Radio Disney e a Marvel – nada de Lucasfilm, por enquanto.

Alguns destes programas ao vivo veiculados no Twitter devem ganhar maiores detalhes na Digital Content NewFront, evento que ocorre esta semana e que já tem previstos apresentações das duas empresas.

No anúncio, o vice-presidente executivo de marketing e vendas afiliadas da Disney Justin Connolly ressaltou a importância de proporcionar um ponto de encontro às diversas propriedades da empresa: “Aproximar as melhores marcas em esporte, notícias e entretenimento é algo que só a Walt Disney Company pode oferecer. Por este novo acordo, os participantes ao longo de toda a empresa terão a oportunidade de criar experiências únicas no Twitter e estender suas marcas de maneiras significativas” disse o executivo.

Já para o vice-presidente de receitas globais e parcerias de conteúdo da plataforma Matthew Derella, o acordo com a Disney e a ESPN representa um “grande passo” para a expansão do Twitter, que em tempos recentes vem querendo mudar o foco de sua rede para a divulgação de notícias. A parceria com a Disney já rendeu alguns resultados à empresa, inclusive: o anúncio do acordo aumentou as ações do microblog em 5% nesta segunda-feira.

Como a Variety bem lembra, a Disney já quis adquirir o Twitter no passado. Em 2016, o estúdio considerou adquirir a rede social numa disputa que envolveu outras empresas (como o Google), mas no fim abandonou o negócio depois de concluir que os problemas frequentes da plataforma com trolls e discursos de ódio seriam problemáticos à imagem da marca, que sempre esteve atrelada a conteúdos para família.

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