Las Vegas entra em greve contra perda de empregos para robôs

O futuro chegou

por Ana Roza

Preocupados com a tomada de seus empregos por robôs, mais de 50 mil empregados sindicalizados de Las Vegas entrarão em greve hoje, se um novo contrato de trabalho não for assinado. Para os sindicatos que os representam, a substituição de mão de obra humana pela skynet tecnologia de automação é uma realidade que ameaça a vida na cidade.

Segundo jornais locais, funcionários de hotéis conhecidos, como Caesars e MGM Resorts, votaram para a paralisação a partir dessa sexta (01). É a primeira greve da categoria desde 1984, e se estenderá também entre bartenders, garçons, cozinheiros, atendentes de quartos e outras profissões. Assim como os brasileiros sentiram com a paralisação dos caminhoneiros, uma greve desse porte irá custar bastante para a cidade. Segundo a NBC, cerca de 10 milhões por dia.

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O novo contrato possui duração de vínculo por cinco anos. As negociações com os donos e operadores dos cassinos se estendem há mês, mas nenhum acordo foi feito até então. Além de outras reivindicações, a maior preocupação é justamente o aumento de trabalhos automatizados e na geração de desempregados, em consequência.

“Nós sabemos que a tecnologia está chegando, mas os trabalhadores não devem ser empurrados para fora ou deixados para trás”, afirma Chad Neanover, cozinheiro na Margaritaville. Segundo ele, robôs e outras formas de automação devem cooperar em conjunto com os funcionários, e não eliminar completamente sua participação nas empresas.

O problema não está apenas em quem assina o contrato, mas também em quem visita o local. Segundo pesquisa da Cognizant, a maioria dos americanos quer ver hotéis automatizados, o que afeta diretamente os empregos “humanos”. Sendo que a maior parte da renda de Las Vegas vem justamente do seu turismo, mudanças como essa podem trazer cenários conturbados par aos moradores locais. Todos que viram Exterminador do Futuro sabem disso.

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