Cannes Lions 2018: Burger King revela 5 passos para ser um hacker na propaganda

Fernando Machado, CMO global da rede, e equipe da agência David conta como geraram mais de 400 milhões de dólares em mídia espontânea

por Juliana Vilhena Nascimento / Chief Business Officer da F.biz

Pra ser um bom comunicador, seja primeiro um hacker.

Esse ano, Cannes está sendo uma experiência diferente pra mim: junto com o festival, vim fazer um programa incrível da Berlin School que fala sobre liderança de negócios criativos.

Já no primeiro dia, os professores articularam muito bem uma mudança crucial mo ecossistema de comunicação: se antes a indústria do marketing era orientada a mover produtos de dentro (marca) pra fora (consumidores), agora ela deveria funcionar ao contrário – e ser uma condutora de necessidades e expectativas dos consumidores pra marca.

É exatamente o que vi agora no Palais, numa incrível palestra do Burger King e da David sobre Hackvertising. Eles mostraram 5 passos pra ser bem sucedido em construir uma marca de fora pra dentro, ilustrados com casos maravilhosos deles:

Defina um sistema pra hackear – Em outras palavras, OUÇA o que as pessoas estão falando. E produza coisas como o case em que o Burger King usou as lojas pra ensinar os americanos sobre Net Neutrality.

Estude o ambiente pra dobrar ou quebrar as regras – e crie uma ativação como a que eles fizeram na Romenia: lá, só existe uma loja do BK, no aeroporto, depois da segurança. A solução? Uma parceria com um buscador de passagens que achava bilhetes de 6 euros pras pessoas irem ao Burger King.

Encontre a sua porta de entrada – no Peru, em que não se pode entrar no cinema com nada que não seja pipoca, eles criaram um saco de pipoca falso com sanduíche e batata dentro.

Tenha um bom advogado – e não desista no primeiro não. Persistir eh fundamental pra hackear. Assim como saber lidar com o risco.

Execute o ataque – e faça um anúncio de 15 segundos virar de 30 usando o Google Home como locutor.

Estes princípios e essa atitude geraram mais de 400 milhões de dólares em mídia espontânea pra eles. E alguma dores de cabeça também: tiveram que ir prestar contas na Casa Branca, foram banidos do aeroporto de Bucareste…

A palestra acabou aqui e eu fiquei morta de vontade de virar um grey hat :-)

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