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GLAAD elogia Emmy pelo grande números de membros LGBTQ+ em sua lista de indicados

Entidade considera um marco a grande presença de membros e produções relacionadas à comunidade na premiação e destaca a importância cultural de “Queer Eye” e “RuPaul's Drag Race”

por Pedro Strazza

Desde que mudou as regras por trás de seu sistema de votação, o Emmy vem dando cada vez mais espaço para produções televisivas que contemplam a diversidade e reconhecendo no processo as equipes por trás destes projetos. Se no ano passado o “Oscar da televisão” já havia feito História, a edição de 2018 do prêmio manteve esta crescente com nomeações marcantes a diferentes etnias – Sandra Oh se tornou a primeira mulher asiática a ser indicada ao prêmio de Melhor Atriz em Série Dramática por seu trabalho em “Killing Eve” – e especialmente orientações e identidades sexuais.

Foi por conta destas últimas que a GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra Difamação) divulgou um comunicado à imprensa nas horas seguintes ao anúncio dos indicados ao Emmy 2018 para elogiar a postura e o reconhecimento do prêmio em relação ao talento artístico da comunidade LGBTQ+. “A lista de indicados do Emmy de hoje é um marco para a inclusão LGBTQ na televisão. Com uma onda de atores e criadores sendo nomeados junto a uma programação inclusiva aos LGBTQ e produções focadas na comunidade como ‘Queer Eye’ e ‘RuPaul’s Drag Race’, a Academia de Televisão está finalmente refletindo sobre como a audiência e a crítica estão de braços abertos para imagens LGBTQ na televisão” diz a presidente e CEO da GLAAD Sarah Kate Ellis no comunicado; “Os votantes do Emmy hoje mandaram uma clara mensagem de inclusão e aceitação que pode ser um sinal para Hollywood continuar a contar histórias LGBTQ poderosas e de impacto.”.

Além dos dois reality shows citados pela executiva, o elogio da instituição também é feito pelo grande número de produções e estrelas do movimento LGBTQ+ lembradas pela premiação em suas categorias. Enquanto atores e atrizes assumidos como da comunidade na vida pública como Tituss Burgess, Lily Tomlin, Evan Rachel Wood, Ricky Martin e Samira Wiley dominaram as categorias de atuação, séries que abordam temas LGBT como “The Handmaid’s Tale” e “Unbreakable Kimmy Schimdt” marcaram boa presença na disputa pelas maiores estatuetas, além dos diretores Ryan Murphy e Carrie Brownstein terem recebido nomeações respectivamente por “American Crime Story” e “Portlandia”.

O Emmy deste ano também ganhou destaque por ser a primeira edição da premiação em que a Netflix superou a HBO no número de indicações. Ainda que o canal mantenha o posto de maior número de nomeações para uma única produção (com “Game of Thrones” lembrada 22 vezes este ano), o serviço de streaming conquistou 112 indicações este ano, batendo por pouco as 108 da adversária. É a primeira vez em 18 anos que a HBO não é a emissora mais presente na memória dos votantes.

Você pode conferir a lista completa de indicações ao Emmy 2018 aqui. Apresentado este ano por Michael Che e Colin Jost no Microsoft Theater de Los Angeles, a 70° cerimônia de entrega do prêmio acontece no próximo dia 17 de setembro.

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