Apesar das fake news, relatório afirma que público americano acessa mais veículos tradicionais para se informar
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Apesar das fake news, relatório afirma que público americano acessa mais veículos tradicionais para se informar

Relatório da Adobe Analytics mostra que os grandes veículos são a preferência do público para se informar sobre política

por Soraia Alves

Como sabemos, o crescimento da disseminação de fake news não é um fenômeno exclusivamente brasileiro, muito menos nascido em 2018. Nos Estados Unidos, por exemplo, as eleições de 2016 também sofreram com a veiculação de informações mentirosas em relação aos candidatos Donald Trump e Hillary Clinton, desde  falsas citações do vice de Trump Mike Pence sobre Michelle Obama até afirmações de que Hillary vendeu armas para o Estado Islâmico.

No mesmo ano, uma análise do BuzzFeed News americano apontou que as fake news envolvendo os dois candidatos tiveram mais alcance no Facebook do que as principais matérias eleitorais verídicas de 19 veículos de notícias do país, como o The New York Times e a NBC News.

Agora, porém, um novo estudo conduzido pela Adobe Analytics mostra que “o jogo começou a virar”. A empresa analisou dados de mais de 400 sites e aplicativos de notícias, de janeiro de 2016 a setembro de 2018, abrangendo mais de 150 bilhões de visitas.

A partir desses dados, a Adobe descobriu que os principais veículos de comunicação americanos tradicionais viram um crescimento total de 22% nas visitas durante o período, mostrando que mesmo com o discurso inflamado de Trump em relação à imprensa, as pessoas passaram a recorrer mais às fontes estabelecidas de notícias.

É interessante observar também, que de cada 10 visitas aos sites de notícias dos EUA, 3 são provenientes de fora do país, o que mostra a preferência do público estrangeiro pelas mídias tradicionais na hora se informarem sobre a situação política estadunidense. A maioria dos acessos é feito através de smartphones (51%).

Seguindo essa tendência, o número de aplicativos de notícias nacionais aumentou 40% nos últimos dois anos. No entanto, novas instalações caíram 50%.

O relatório completo pode ser conferido aqui.

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