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Obra de arte criada por inteligência artificial é leiloada por quase 500 mil dólares

Criada pelo coletivo Obvious, “Portrait of Edmond Belamy” é a primeira peça artística criada pela tecnologia a ser vendida no meio

por Pedro Strazza

Há pouco mais de um mês, a Christie’s, tradicional casa de leilões nos Estados Unidos, colocou à venda a sua primeira obra de arte criada por inteligência artificial. Criada por um coletivo formado por três estudantes franceses e intitulado Obvious, “Portrait of Edmond Belamy” a princípio teve seu preço estimado pela entidade entre os valores de 7 e 10 mil dólares, mas acabou vendida por impressionantes 432.500 dólares esta semana. A notícia foi confirmada no Twitter da casa:

“Nós gostaríamos de agradecer a comunidade IA, especialmente aqueles que foram pioneiros no uso desta nova tecnologia” declarou o trio ao The Verge sobre a venda do quadro, acrescentando que “É um momento excitante e nossa esperança é que o holofote desta venda traga mais trabalhos incríveis que nossos predecessores e colegas vem produzindo”.

Gerada à partir de um algoritmo intitulado GAN (rede generativa adversarial), a pintura segundo o trio foi concebida à partir de uma base de dados formada por todo tipo de pintura histórica. Sua concepção, porém, se viu em meio à polêmica nos últimos dias por conta de uma reportagem do The Verge que revelou que o software usado pelo Obvious levava parte do código de outro artista digital, o jovem de 19 anos Robbie Barrat. Embora especialistas afirmem que o plágio foi substancial, ainda não se sabe se Barrat poderia processar o Obvious pois o seu código em teoria estava sob uma licença de open source.

O comprador final de “Portrait of Edmond Belamy” não quis ter seu nome revelado publicamente, de acordo com a Christie’s.

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