Afrofuturismo

Mamilos #227

Jornalismo de peito aberto

Pare um minuto e imagine tudo o que você conhece de ficção científica: um futuro onde carros voam, pessoas se teletransportam, celulares são dobráveis ou mesmo funcionam como implante na mão, pessoas vivem pra sempre fazendo download da suas mentes em outros corpos. Em algum momento você parou pra pensar que na esmagadora maioria dessas representações em filmes, livros e músicas mostram um mundo só com pessoas brancas?

Imaginar o futuro e como ele pode ser, influencia muito o presente. É no presente que começamos a nos movimentar enquanto sociedade para alcançar esse futuro.

Será que não tem lugar para pessoas negras nesse futuro? O movimento Afrofuturista surgiu justamente para preencher essa falha.

Afrofuturismo é uma forma de imaginar um futuro onde negros sobreviveram à violência policial, à falta de oportunidades de estudos, aos salários menores e ao racismo institucional como um todo. É um futuro em que negros existem, mas não como escravos ou ainda na luta pela sobrevivência, mas como criadores de sociedades marcadas pelo alto desenvolvimento tecnológico e pela cultura e estética africana. A Wakanda de Pantera Negra é um exemplo bem didático deste tipo de futuro, ao misturar alta tecnologia e conexão com a ancestralidade.

Quando o Emicida diz “permita que eu fale, não as minhas cicatrizes” é justamente dessa filosofia que estã falando. É para além de ter sido escravizado, é o ser na sua integralidade.

Sair do afropessimismo para o afrofuturismo não é ignorar o duro presente, mas é sair do lugar das mazelas e sonhar com um mundo de coexistência onde os negros são protagonistas de suas próprias histórias.

Para Mark Dery, “O Afrofuturismo dá importância a uma questão inquietante: Pode uma comunidade que teve seu passado apagado, e que teve suas energias sugadas pela procura de suas raízes históricas, imaginar futuros possíveis?”

Para responder essa questão e conhecer mais sobre essa temática trouxemos uma mesa dos sonhos. E dá licença que hoje a Cris e Ju vão só ouvir e aprender com nossos convidados, a youtuber e cientista social em formação Nátaly Neri, o designer e podcaster Oga Mendonça, o escritor Ale Santos e a youtuber a fundadora da plataforma Afrofuturo Morena Mariah!

Veeem que tá demais!

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BRADESCO

O Bradesco lançou o Bravoz – Encontros Bradesco de Vozes Brasileiras.

É uma série multimídia que exalta as vozes de artistas negros e negras. Todo dia 20 de cada mês, durante um ano, 2 artistas de diferentes áreas vão falar sobre suas vozes e o protagonismo de seus próprios negócios.

É pra celebrar a arte e reconhecer artistas também como empreendedores inspiradores! Vai ter encontro mensal de artistas negros no Youtube, Instagram e IGTV do banco, além de um programa especial no podcast Negro da Semana, do querido Alê Garcia!

Conteúdo garantido por um ano, hein? Vai lá no YouTube do Bradesco conferir mais!

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FAROL ACESO

Oga: Livros do Fabio Kabral, Podcast: Lado Negro da Força, Livro Gênios da Humanidade: Ciência…Afrodescendente, Livro Incidentes de uma menina escravaPodcast Que que tá acontecendo

Ale: Livros Rastros de resistência, Todo mundo tem uma primeira vez, Série Rhythm + Flow

Nátaly: Perfil Linn da Quebrada, Documentário Bixa Travesty, Site Preta Nerd Burning Hell, Canal Nátaly Neri, Tag #Presença Negra no YouTube, Livro A Parábola do Semeador

Morena: Cantora Xenia França, Curta A Jornada, de Jonathan Ferr, Projeto Afrofuturo 

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EQUIPE MAMILOS

Edição – Caio Corraini com a Maremoto
Produção – Beatriz Fiorotto
Apoio à pauta – Jaqueline Costa e grande elenco
Capa – Ana Paula Mathias com a ilustração da personagem Nina Onixé por Rodrigo Cândido
Publicação – B9 Company
Fotos e vídeos – Jéssica Modono com a Atrás da Moita Filmes