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Conheça o instrumento musical que é tocado com seu pensamento

Conheça o instrumento musical que é tocado com seu pensamento

Aparelho pode ajudar na reabilitação de pacientes com deficiências motoras

por Pedro Strazza

Você sempre quis tocar um instrumento musical, mas nunca conseguiu aprender? Pior, você aprendeu a tocar, mas tem preguiça de afinar o dito cujo? Seus problemas acabaram: segundo o jornal Frontiers in Human Neuroscience, um grupo de cientistas da Universidade de Washington criou um instrumento musical que é tocado pelo cérebro.

Chamado Encephalophone, o aparelho funciona à partir de uma touca que mede os sinais elétricos da mente provindos do movimento de abrir e fechar os olhos e da mentalização de movimentos do corpo. A touca transforma estes sinais então em notas musicais, que serão executadas por um sintetizador conectado a ela. O vídeo abaixo mostra um pouco das capacidades do aparelho.

Apesar do óbvio uso para entretenimento, o Encephalophone na verdade foi desenvolvido para ajudar pacientes com deficiências motoras em sua reabilitação, ampliando as possibilidades da terapia musical. Diversos estudos já atestaram que a música pode ajudar as pessoas a recuperar funções do cérebro, e o grupo de pesquisa nutre esperanças de que o novo instrumento possa ajudar tanto nessa área quanto na reabilitação de determinados movimentos do corpo.

O Encephalophone, porém, está longe de estar pronto. No estudo realizado pelo grupo, 15 indivíduos saudáveis testaram o aparelho e suas capacidades para provar seu funcionamento e testar suas limitações. Segundo a publicação, os resultados foram positivos, ainda que a touca tenha captado melhor os sinais provindos do abrir e fechar de olhos que da mentalização do movimento – sendo que aos pesquisadores interessa mais este último que o primeiro.

Para os próximos meses, o grupo de pesquisa afirma que quer tornar o instrumento mais sofisticado e capaz de emitir uma variedade maior de sons para depois testar o quanto ele é capaz de auxiliar pacientes em sua recuperação. Os testes clínicos devem começar ainda este ano, mas comercialmente o sonho de criar música com a mente ainda está um pouco distante.

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