Colocaram a trilha sonora de “O Soldado Invernal” no comercial de Natal da Amazon e o resultado é assustador

Talvez fazer um anúncio sobre uma invasão de caixinhas de presente humanas nessa época do ano não seja lá uma ideia tão adorável assim...

por Pedro Strazza

Como qualquer empresa nesta época do ano, a Amazon lançou no início de novembro seu comercial de Natal para dar aquela aquecida no coração das pessoas e lembrá-las que suas compras para as festas podem ser feitas em seu site.

E a princípio a peça – intitulada “Can You Feel It” – é que nem todas as outras, fofinha e adorável conforme mostra as icônicas “caixas com sorrisos” da loja de varejo cantando uma versão cover de “Can You Feel It” do The Jacksons enquanto elas se espalham alegremente pelos Estados Unidos disseminando sorrisos e conforto.

Bonitinho né? As caixas são adoráveis, a canção é agradável e ver gente sorrindo nunca é demais. Mas ao mesmo tempo… tem algo de muito esquisito no anúncio. As pessoas estão felizes até demais por estarem consumindo, ninguém parece se horrorizar com o fato de que caixas da empresa agora estão falando e, convenhamos, ninguém resolveu comprar fora da Amazon?

Devem ter sido os pensamentos acima que vieram à cabeça de Omar Najam quando assistiu à peça, dado que há alguns dias o cineasta independente soltou em sua conta no Twitter uma versão um pouco mais honesta do vídeo. Nela, Najam substitui o cover do The Jacksons pelo tema principal da trilha sonora composta por Henry Jackman para “Capitão América: O Soldado Invernal”, cujo clima de paranoia bizarramente encaixa direitinho com a narrativa do comercial e revela a alegre viagem das caixas como uma assustadora invasão secreta que mira a destruição da humanidade. Confira abaixo e tire suas próprias conclusões.

A parte mais engraçada da versão de Najam para o comercial é que ela faz sentido dado o status atual da Amazon no mercado. Praticamente onipresente, a empresa de Jeff Bezos vem recebendo todo tipo de crítica nas últimas semanas por conta de coisas como denúncias de más condições de trabalho e seu recente anúncio de expansão nos Estados Unidos na forma da criação de novos “quartéis-generais” em Nova York e em Washington – uma medida que a princípio bota em risco todo o vasto ecossistema de pequenos negócios nas regiões e só aumenta o poder de uma companhia já muito poderosa.

Enfim, só coisa leve. Mas nada que um comercial de Natal sobre a invasão de caixinhas humanas adoráveis não resolva, né?

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