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“Pelas Famílias Brasileiras”: relatório mostra tipos de famílias mais comuns, o que as ameaça e como defendê-las

“Pelas Famílias Brasileiras”: relatório mostra tipos de famílias mais comuns, o que as ameaça e como defendê-las

Parceria da consultoria 65|10 com a produtora de conteúdo Contente convida para a conversa sobre as “novas” famílias brasileiras

por Thais Fabris

“Pela família brasileira” decisões são tomadas, polêmicas são estabelecidas, leis são aprovadas, promessas eleitorais são feitas. Mas que famílias são essas? Para começar a trilhar esta jornada a Contente, empresa que trabalha a serviço da conexão entre pessoas e marcas, se uniu à 65|10, consultoria criativa especializada em mulheres, e usou como ponto de partida a missão “Fotografe novas famílias” do @instamission, projeto de missões e jornadas de transformação. A conclusão é que não dá para falar em famílias brasileiras sem usar o plural, e as últimas estatísticas do Censo comprovam que as estruturas familiares estão cada vez mais diversas.

A tradicional família brasileira já não é a mesma e deixou de ser a maioria. Em 10 anos, a configuração homem, mulher e criança passou de 58% para 43% do total de famílias. Mudaram, também, as relações e os papéis de cada um. Hoje, as mulheres são as principais fontes de renda de 45% dos lares brasileiros, fazendo com que o homem se torne mais atuante na educação e no cuidado dos filhos. As relações de poder entre pais e filhos também mudam com o entendimento mais rápido dos jovens sobre as novas tecnologias, que faz com que a troca entre as gerações seja uma via de mão dupla.

Thais Fabris e Maria Guimarães, da 65|10, afirmam: “A emancipação feminina tem tudo a ver com isso. É a partir dela que ficam mais comuns as separações, uma vez que mulheres que ganham o próprio dinheiro se tornam capazes de sair de relações em que são infelizes. Com isso, cresce o número de mães que criam os filhos sozinhas (26% das famílias brasileiras), casais sem filhos por opção (19% das famílias) e famílias reconstituídas, com filhos de diferentes casamentos (16%) e as famílias unipessoais, que são em sua maioria compostas por mulheres. O estudo considerou também as famílias homoafetivas, o tipo de família brasileira mais invisibilizado e ameaçado.”

O resultado é um report com linha do tempo da história das famílias brasileiras, entrevistas com especialistas, dados e um mapeamento do que ameaça cada tipo de família e como defendê-las, disponível em www.pelasfamilias.com.br, além de uma ação no @instamission pelas famílias.

O projeto tem como objetivo combater o medo dessa dissolução da “família brasileira”: modelos familiares diferentes do tradicional “pai, mãe e filhos” serão cada vez mais comuns, sem excluir ou proibir aquele que já foi conhecido como o modelo mais tradicional de família. “O que temos são as pessoas mostrando mais essas ‘novas’ possibilidades de afeto, e isso é muito importante. A ideia de ‘família tradicional’ é uma construção que por muito tempo foi tida como única, mas na intimidade dos lares já existia uma multiplicidade de formatos. Entender essa pluralidade como essência do conceito de família é fundamental” dizem Daniela Arrais e Luiza Voll, sócias da Contente.

O tema do report surgiu a partir de uma missão no @instamission que pedia: Fotografe novas famílias. Com mais de 2.000 participações, a missão mostrou a pluralidade de formatos de família, a partir de fotografias e relatos de uma comunidade diversa e engajada. Para o lançamento do report, o @instamission faz uma nova rodada, desta vez no formato de jornada, convidando a comunidade a participar da #jornadapelasfamilias: “Vamos juntos olhar para nossas próprias famílias e também ampliar o nosso olhar para as famílias de todos os tipos? Vamos conhecê-las melhor para também aprender a defendê-las?Já começou a mandar suas fotos para a #jornadapelasfamilias?”.

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