A Life in Pictures: David Fincher, BFI, London, Britain – 19 Sep 2014
Imagem: Mandatory Credit: Photo by BAFTA/REX/Shutterstock (4107691i) David Fincher is interviewed by Boyd Hilton A Life in Pictures: David Fincher, BFI, London, Britain – 19 Sep 2014 David Fincher has helmed some of the most critically-acclaimed films of the last twenty years including BAFTA- and Oscar-winning hits The Social Network and The Curious Case of Benjamin Button, as well as cult favourites Seven, Fight Club, and Palme d’Or-nominated Zodiac.Fincher received his first BAFTA-nomination for direction in 2009 for The Curious Case of Benjamin Button, which gained a total of eight BAFTA nominations and three wins, and numerous other accolades. In 2010, he was awarded a BAFTA for The Social Network, for which he also won a Golden Globe and received an Oscar-nomination. He is currently executive producer on the BAFTA-nominated television series House of Cards, and won a Primetime Emmy Award for directing the pilot episode. Fincher’s forthcoming film, Gone Girl, based on the mystery-thriller novel by Gillian Flynn and starring Ben Affleck and Rosamund Pike, will be released in the UK by Twentieth Century Fox on 3 October.

SXSW 2019: Para David Fincher, séries de TV não precisam mais seguir o modelo de 20 ou 40 minutos por episódio

Diretor acredita que os programas televisivos precisam se livrar dos velhos formatos e usar o tempo que acharem necessário para contar suas histórias, seja em três minutos ou uma hora

por Carlos Merigo

Durante o SXSW 2019, os cineastas David Fincher e Tim Miller (“Deadpool”) falaram sobre a série animada de antologia que estão produzindo para a Netflix, “Death, Love and Robots”. Anunciada em janeiro, a série terá oito episódios que variam de 5 a 15 minutos de duração, uma metragem que acabou virando tema no evento com os dois convidados.

Fincher afirmou na apresentação que gosta da ideia de trabalhar com episódios sem conexão direta um com o outro e com liberdade para contar cada história com o tempo que for necessário. De acordo com o diretor, quando “House of Cards” e “Mindhunter” foram produzidas, houve a liberdade de fazer episódios com durações diferentes: “Em ‘House of Cards’, chamávamos cada episódio de ‘capítulo’ para valorizar o conceito de deixar o controle remoto de lado e consumir como se fosse um livro.” disse o diretor.

Já em “Mindhunter” Fincher pontua que, diferente da maioria dos episódios que giram em torno de uma hora, houve espaço para um capítulo de 34 minutos, o qual segundo ele “ninguém reclamou” sobre a duração. “Eu não acho que o valor da obra deva ser calculado por sua metragem, e sim sua metragem deva ser calculada de acordo com o tempo necessário. Se você precisa de três minutos, ótimo.” completou o cineasta, que ainda ressaltou a necessidade de superar os velhos modelos de TV: “Precisamos nos livrar dessa ideia de que episódios devam durar 22 ou 48 minutos [formatos tradicionais para a televisão americana]. Queremos que a história seja tão longa quanto for necessário para que tenha o máximo de impacto ou valor de entretenimento dentro da proposta”.

O discurso de Fincher é muito interessante, mas o problema é que, diferente de serviços de streaming como a Netflix, que não dependem de intervalos comerciais ou uma grade de programação específica, os canais de televisão dependem dos intervalos e de uma estrutura específica para a programação. Por outro lado, há uma tendência de canais de televisão e estúdios criando seus próprios canais do tipo, o que leva a crer que esta formatação da duração passe por mudanças menores nos próximos anos.

> Confira a cobertura completa do B9 no SXSW 2019

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