Netflix vai aumentar investimento de produções originais brasileiras em seu catálogo

Empresa pretende chegar a 30 produções originais nacionais até o ano de 2021

por Pedro Strazza

Em evento realizado na Rio Creative Conference, a Netflix anunciou hoje (24) que deve dobrar sua produção de filmes, séries e documentários brasileiros no catálogo pelos próximos dois anos. A previsão, segundo representantes do serviço de streaming, é que o catálogo chegue a 30 originais nacionais até 2021.

A medida não deixa se surgir como uma resposta às recentes medidas do governo brasileiro, que entre outras coisas congelou os repasses da Ancine e pretende diminuir drasticamente o fomento do cinema nacional nos próximos meses, além de ter cortado o patrocínio da Petrobrás a alguns dos principais eventos culturais do calendário brasileiro.

Para cumprir o planejamento, a companhia fechou negócio com criativos e estrelas de peso. Nos filmes originais, a Netflix firmou contrato com Fábio Porchat e Maísa para que cada um protagonize três longas exclusivos do catálogo, enquanto anunciou que Larissa Manoela deve estrelar seu primeiro original do catálogo com “Modo Avião”, de César Rodrigues. Haverá também uma animação baseada no “Menino Maluquinho” de Ziraldo e uma comédia adolescente escrita pela autora Thalita Rebouças chamado “Quem Nunca?”.

Também foram divulgados no evento as comédias “Ricos de Amor”, estrelado por Giovanna Lancellotti e produzido pela Anana Produções, e “Carnaval”, da Camisa Listrada que produziu “O Candidato Honesto” e “Os Farofeiros”. Todos estes longas se juntam ao recentemente anunciado “Sergio”, cinebiografia do diplomata brasileiro da ONU Sérgio Vieira de Mello que é produzida e estrelada por Wagner Moura.

Já nas séries, a Netflix voltou a divulgar a produção de cinco novos programas, que devem se juntar às atuais “Samantha!”, “O Mecanismo” e “3%” e são frutos de parcerias com estúdios como a O2 (“Irmandade”) e Kondzilla (“Sintonia”) e criativos como Elena Soares (“Futebol”), Raphael Draccon e Carolina Munhóz (“O Escolhido”) e Daniel Rezende (“Ninguém Tá Olhando”).

“O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias.” declarou Ted Sarandos em vídeo exibido na R2C, onde também confirmou que todos os aspectos da produção destes originais serão realizados no país: “Esses 30 projetos, em vários estágios de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo”.

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