Telegram sofre ataque de hackers, mas a explicação do ocorrido é muito mais interessante que o evento em si

Ao invés de apelar para o bom e velho “problemas técnicos”, aplicativo comunicou turbulências nos servidores comparando situação a uma invasão de lemingues a um McDonald's

por Pedro Strazza

Nesta manhã de quarta (12), entre as 8 e 9 horas, o Telegram aparentemente sofreu um ataque virtual que desestabilizou seus servidores. Conhecido como Distributed Denial of Service (ou DDoS Attack), a manobra busca quebrar os serviços da plataforma por uma superlotação de pedidos que torna indisponível o meio para os usuários do app, e desta vez afetou usuários no continente americano e em alguns outros países.

Até aí mais um dia normal no fabuloso mundo das redes sociais, mas em meio à breve turbulência a equipe de redes sociais do Telegram encontrou um jeito extremamente simples e muito prático de traduzir o que estava rolando aos milhões de usuários do app. Isso porque ao invés de fazer o procedimento padrão e mandar um “estamos experimentando problemas técnicos”, a conta oficial da empresa decidiu comparar o DDoS Attack com uma invasão de lemingues a um McDonald’s, com cada um dos simpáticos e vorazes bichinhos entrando no restaurante em busca de um Whopper.

“O servidor está ocupado tentando dizer aos lemingues que eles estão no lugar errado, mas há muitos deles então ele não consegue te ver e atender seu pedido” escreveu o Telegram no Twitter, que ainda usou a fábula para acalmar aqueles que estavam preocupados em perder dados durante o ataque: “A boa notícia é que estes lemingues estão lá apenas para sobrecarregar a equipe com mais serviço, então eles não tem como comer o seu Big Mac e Coca – seus dados estão seguros.”.

O Telegram está no centro das atenções dos brasileiros desde o último domingo, 9 de junho, quando o jornal The Intercept divulgou as primeiras matérias de uma série de reportagens que expõem as conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol na plataforma na época da prisão do ex-presidente Lula. O aplicativo inclusive já se pronunciou oficialmente sobre o caso, declarando que os servidores da empresa não foram hackeados para obtenção destas trocas de mensagens.

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