Microsoft identifica ciberataque iraniano que tentou influenciar eleição dos Estados Unidos

Jornalistas, políticos e oficiais ligados a partidos foram alvos de ataques que duraram um mês

por Matheus Fiore

De acordo com o Microsoft, um ciberataque iraniano visou interferir nas eleições americanas. O plano era afetar uma campanha presidencial não especificada, o que foi feito por meio de o ataque a 241 contas de e-mail durante um período de trinta dias, entre agosto e setembro. Jornalistas que cobrem o círculo político americano também foram atacados. Quatro contas foram invadidas, mas nenhuma ligada diretamente às campanhas.

A Microsoft afirma que os invasores não eram “tecnicamente sofisticados”, mas eram persistentes. O grupo responsável pela tentativa se chama Phosphorou, que acredita-se ser ligado diretamente ao governo do Irã. Houve mais de 2700 tentativas do próprio grupo, para identificar as contas para saber quais pessoas estariam sendo prejudicadas.

A companha também afirma que notificou todos os alvos do grupo e ajudou os afetados a garantir a segurança de suas contas. Foi recomendado pela empresa que figuras políticas passassem a utilizar o AccountGuard, da própria Microsoft, para ajudar a monitorar potenciais novas tentativas.

Casos como o citado não são novidade. A Rússia e a Coréia do Norte são alguns dos países acusados de interferir diretamente na política americana. A Rússia, por sua vez, rebate acusando o Facebook e o Google de interferir nas eleições russas.

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