Netflix testa ferramenta que permite alterar velocidade de reprodução dos filmes e séries de seu catálogo

Copiando modelo dos reprodutores de podcast, testes conduzidos em algumas contas do serviço no aplicativo de Android permite que usuário assista conteúdos com metade ou até 1,5 vezes do ritmo normal

por Pedro Strazza

Mesmo que ora ou outra diretores virem motivo de piada nas redes sociais por clamar que o público veja seus novos trabalhos em um formato muito específico (ou já esquecemos de “Dunkirk”?), poucas coisas são mais sagradas para tantos que a questão de que o filme ou série esteja sendo reproduzido na velocidade correta. Ao contrário de um podcast, por exemplo, pelo menos ainda o audiovisual não foi vítima de um amplo debate do nível “ver na velocidade normal atrapalha, aumenta o ritmo que tu mata um filme de duas horas em sessenta minutos”.

Isso não impediu a Netflix de considerar a tecnologia pra sua plataforma, porém. De acordo com o Android Police, o serviço de streaming começou a testar em seu aplicativo para o Android uma nova ferramenta que permite que o usuário altere a velocidade de reprodução dos conteúdos originais da companhia, desde diminuir o ritmo para metade ou aumentar em até 1,5x. De acordo com o site, ainda há opções para três quartos do padrão (0,75x) e entre a metade do dobro do ritmo (1,25x).

O experimento, como em outros casos, é restrito a poucos usuários e não significa que será implementado. O que é interessante, entretanto, é a tentativa da empresa de Reed Hastings em fazer uma aproximação do streaming com uma tecnologia geralmente associada aos reprodutores de podcasts, talvez copiando uma metodologia de um meio que está bombando no momento para tentar replicar parte da acessibilidade que é vista como um das razões de seu sucesso.

Isso não quer dizer que uma notícia destas não vá deixar muita gente assustada. Tudo bem fazer piada com quem acha que filme só pode ser apreciado em um formato, mas quem disse que a sétima arte funciona independente da velocidade com o qual é reproduzida?

Compartilhe: