TED e YouTube lançam parceria para combater a crise climática

Iniciativa chamada Countdown para discutir e propor formas de lidar com a crise climática mundial

por Soraia Alves

As plataformas TED e YouTube anunciaram uma parceria para discutir e propor formas de lidar com a crise climática mundial. A iniciativa chamada Countdown traz ainda líderes globais e organizações ambientais sem fins lucrativos num esforço conjunto para reunir novas ideias para combater a crise climática, e concentra-se em 5 grandes tópicos: energia renovável, infraestrutura, transporte, alimentação e restauração de ecossistemas.

A ação é totalmente aberta, ou seja, qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo pode propor uma ideia. Criadores de conteúdo famosos do YouTube ajudarão a espalhar as ideias e as melhores propostas poderão ser oficialmente colocadas em prática com a ajuda de empresas, formuladores de políticas públicas e celebridades que apoiam a iniciativa.

O chefe da TED, Chris Anderson, anunciou o projeto em um evento em Nova York, ao lado de Christiana Figueres, que liderou a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em Paris, em 2015. Jimmy Kimmel também apresentou uma mensagem gravada em vídeo, enquanto o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore apareceu, direto do Tennessee, através de uma transmissão ao vivo.

A iniciativa culminará em uma cúpula em Bergen, Noruega, em outubro de 2020, com a intenção de compartilhar as soluções que resultaram do esforço. A Countdown trabalhará com um painel de especialistas e cientistas para avaliar as propostas recebidas, e as mais fortes serão transformadas em negociações da TED. As conversas serão filmadas na cúpula da Noruega, diante de “um público escolhido a dedo, capaz de transformar essas ideias em ação”, segundo um comunicado à imprensa.

Entre as principais resoluções da iniciativa está a criação de ações para reduzir as emissões globais de gases do efeito estufa pela metade até 2030, zerando até 2050, algo que o painel internacional de cientistas das Nações Unidas disse ser necessário para evitar efeitos mais catastróficos ainda no mundo.

Compartilhe: