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Lyft testa dar desconto nas corridas de quem aceita esperar um pouco mais para ser atendido

Recurso é experimentado nos EUA e Canadá e busca ocupar espaço deixado pelas viagens compartilhadas, opção mais barata e que foi desativada durante o período da pandemia

por Pedro Strazza

Os tempos andam difíceis para todos, e isso inclui o Lyft. Além de ter demitido 17% do quadro de funcionários na semana passada, a plataforma também se viu forçada a desativar o recurso de viagens compartilhadas, uma de suas opções mais populares e que gerava um desconto importante a muitos usuários – até porque era a mais barata do aplicativo.

É para suprir esta demanda que a companhia confirmou nesta terça-feira (5) a expansão dos testes de uma nova opção, o “Wait & Save” que permite aos usuários ter acesso a corridas mais baratas a partir de uma decisão até que sadia: esperar um pouco mais pelo atendimento. E de acordo com o anúncio no blog oficial, o projeto também é uma opção viável para a companhia por ajudá-la a privilegiar o atendimento a quem precisa neste momento de pandemia, incluindo a entrega de itens essenciais e o transporte dos mais necessitados.

Esta preocupação vem sendo foco do Lyft nos últimos dois meses, conforme a companhia buscou incluir novas opções de delivery que ajudassem na entrega de itens essenciais a membros do governo estadunidense e alimentos e medicamentos ao público geral no país e no resto do globo. Com o “Wait & Save”, isso agora pode ser traduzido às corridas que desde sempre são o principal mercado do aplicativo: além de manter os motoristas ganhando o mesmo valor sem desconto, os usuários serão recompensados com preços cada vez menores conforme o tempo de espera for maior.

“Conforme a situação do Covid-19 se intensifica, ficou claro que o Lyft providencia acesso ao transporte de serviços essenciais e é um recurso fundamental a muitas comunidades” escreve a companhia no anúncio; “Nós sabemos que há muitos que dependem do Lyft durante este momento para fazer viagens ao mercado ou à farmácia, para trabalhar em negócios essenciais ou mostrar apoio aos mais amados”.

O Lyft tem motivos para se preocupar. Pelo menos nos EUA, a empresa relata que pelo menos 40% das corridas começam ou tem como ponto final áreas pobres, o que leva a companhia a escrever que “é mais importante do que nunca garantir àqueles que precisam de corridas ter o acesso a opções financeiramente confortáveis”.

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