Uber dispensa mais 3 mil funcionários e chega a 6700 demissões em maio

Decisão acontece pouco menos de duas semanas após empresa dispensar outros 3700 funcionários por conta da pandemia, que agora eliminou 25% de seu quadro de funcionários

por Matheus Fiore

O Uber acaba de anunciar que demitirá mais 3 mil funcionários de seu quadro de empregados. O motivo alegado é a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, que tem afetado diversos mercados pelo mundo e que já afetou anteriormente a própria empresa.

As demissões foram anunciadas por um email, enviado pelo próprio CEO da empresa, Dara Khosrowshahi. “Precisamos tomar essas decisões difíceis para nos mantermos fortes e sobre nossos próprios pés, para assegurar nosso futuro e continuar nossa missão”, afirmou Khosrowshahi, na mensagem enviada. A decisão também envolve o encerramento de 45 escritórios físicos da empresa ao redor do globo.

A notícia chega apenas duas semanas depois da companhia demitir 3700 funcionários, equivalente a 14% de seu quadro total, também por causa da pandemia. Além das 6700 demissões de maio, Khosrowshahi afirmou também que abrirá mão de seu salário durante o restante do ano, para aliviar as contas da empresa durante o período.

A Lyft, principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, também precisou se adequar à nova realidade global. No fim de abril, a empresa demitiu quase mil funcionários, que equivalem a 17% do quadro total de empregados da empresa. Os distanciamentos sociais e lockdowns pelo mundo têm diminuído drasticamente o número de corridas, fazendo com que as empresas do segmento tenham uma enorme queda em seu faturamento. A Lyft, por exemplo, deve deixar de ganhar 100 milhões de dólares no primeiro trimestre da pandemia.

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