Funcionários do Facebook cobram posicionamento de Mark Zuckerberg contra Donald Trump

Funcionários do Facebook cobram posicionamento de Mark Zuckerberg contra Donald Trump

Funcionários pedem um posicionamento diferente em relação às mensagens publicadas pelo presidente dos EUA, como tem feito o Twitter

por Soraia Alves

Enquanto os protestos ficam ainda mais intensos nos Estados Unidos, alguns funcionários do Facebook estão pedindo um posicionamento da própria empresa em relação a Donald Trump.

No domingo, 31/05, Jason Toff, diretor de gerenciamento de produtos do Facebook, expressou publicamente sua desaprovação de como a empresa tem lidado com postagens recentes do presidente. O diretor questiona a decisão do Facebook de não tomar medidas contra algumas das postagens recentes de Trump, diferente do que tem feito o Twitter, por exemplo.

As mensagens de Trump ocultadas pelo Twitter por conterem desinformação continuam visíveis no Facebook e no Instagram. Em entrevista à Fox News, Mark Zuckerberg disse que não esconderia o post porque “o Facebook não deveria ser o árbitro da verdade” online.

Também no domingo, Mark Zuckerberg postou que o Facebook comprometeu US$ 10 milhões para grupos que trabalham com temas de justiça racial: “Está claro que o Facebook também tem mais trabalho a fazer para manter as pessoas seguras e garantir que nossos sistemas não ampliem o viés”, escreveu o CEO.

No entanto, outros funcionários do Facebook, incluindo a engenheira de software Lauren Tan e o líder da equipe de P&D de produtos Jason Stirman, expressaram a desaprovação com as medidas e o posicionamento de Zuckerberg também pelo Twitter. E o pedido por uma postura diferente do CEO ainda deve continuar.

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