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Crise gerada pela pandemia leva Starbucks a fechar 400 lojas e apostar em pedidos online

Companhia também vai aumentar apostar em unidades que privilegiam o consumo para viagem depois de sofrer uma queda de até 40% nas vendas em maio

por Pedro Strazza

A pandemia do coronavírus deixou o Starbucks numa posição delicada dentro do mercado. Com as medidas de distanciamento social forçando a paralisação do atendimento físico de todas as unidade de sua rede, a companhia confirmou nesta quarta (10) que a expectativa para o próximo relatório trimestral é que sejam reportadas perdas da altura dos 3,2 bilhões de dólares na receita e uma queda de até 40% nas vendas gerais durante o mês de maio.

Como equilibrar as contas e garantir que o negócio não rume em direção à falência? Aos olhos do Starbucks, o procedimento a se adquirir é aumentar a aposta no meio digital, conforme a companhia vai começar a inaugurar nos Estados Unidos um novo formato de loja de coleta de pedidos, onde os clientes apenas passarão para pegar as compras feitas no aplicativo da rede. Estas unidades já estavam no planejamento da empresa, mas tiveram seu desenvolvimento acelerado para dar conta da nova realidade que se forma no horizonte.

A empresa também vai aumentar a aposta em unidades drive-thru, quiosques e de atendimento rápido, de olho especificamente no estado do mundo pós-pandemia – e assim reduzindo os riscos do retorno das medidas mais rigorosas do distanciamento social. Tudo em favor de uma transição para um modelo que o Starbucks define como “para viagem”, privilegiando os consumidores de passagem pelas lojas em detrimento daqueles que curtem as instalações para desfrutar dos produtos. É um plano de ação que já vem sendo executado desde março, quando a rede começou a fechar unidades para incentivar o delivery durante a pandemia.

Há um pedágio a ser pago, porém, e ele envolve o fechamento de 400 unidades nos EUA e no Canadá ao longo dos próximos 18 meses – todas obviamente no formato tradicional de cafeteria. O número é superior à média de 100 lojas fechadas por ano na rede (que geralmente acontecem por expirações de concessão e outras condições de mercado) e afeta o plano do Starbucks em contar com 600 novos pontos de venda nos territórios até o fim deste ano – o objetivo agora é inaugurar 300, sendo que 200 já foram abertas nos dois primeiros trimestres.

Ainda assim, a companhia parece estar otimista quanto aos próximos meses. “A cada semana que passa, nós vemos evidências maiores de uma recuperação nos negócios, com melhoras sequenciais na performance comparada das lojas” escrevem o CEO Kevin Johnson e o CFO Pat Grismer em uma carta aos acionistas; “A marca Starbucks é resiliente, a afinidade com o consumidor é forte e nós acreditamos que o momento mais difícil agora foi ultrapassado”.

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