Reino Unido vai investigar compra do GIPHY pelo Facebook por questões antitruste

Autoridade de Competição e Mercados vai verificar se aquisição não oferece riscos ao mercado, dado que o GIPHY está integrado em inúmeras plataformas externas a ecossistema do Facebook

por Pedro Strazza

A compra do GIPHY pelo Facebook vem gerando uma onda de mal-estar no mercado de redes sociais desde seu anúncio no mês passado. Maior plataforma provedora de GIFs, o GIPHY em tese teria acesso a inúmeros serviços fora do ecossistema de produtos do Facebook e isso obviamente fez algumas empresas perceberem o risco da violação de privacidade de seus dados – incluindo o Zoom, que cortou temporariamente a integração com o recurso para verificar todos os pormenores.

Mas o negócio também despertou preocupação na Autoridade de Competição e Mercados (CMA), principal órgão regulador do meio no Reino Unido e que nesta sexta (12) iniciou uma investigação formal para decidir se a aquisição rompe ou não questões relacionadas a práticas antitruste. De acordo com o documento liberado pela entidade, o processo espera determinar se “a criação desta situação pode resultar na diminuição de competição dentro de qualquer mercado ou mercados no Reino Unido para bens e serviços” ao ver a maior rede social hoje comprar aquela que é também a maior plataforma de GIFs.

A investigação implica que o Facebook não poderá continuar quaisquer atividades relacionadas à compra enquanto o processo não for finalizado e não ser que role uma autorização prévia do CMA antes, incluindo aí ações relacionadas a integração de produtos, times e negócios como um todo. Tanto a companhia de Mark Zuckerberg quanto o GIPHY já confirmaram que vão atender às demandas do órgão.

A situação não é tão preocupante quanto parece, porém. De acordo com o TechCrunch, a CMA já investigou outras aquisições do Facebook (incluindo a do WhatsApp) e nunca chegou a inviabilizar qualquer acordo da empresa, mas o que vale mesmo no processo é a possibilidade de vir a público maiores informações de como a companhia vai integrar a seus produtos os serviços de uma plataforma com tantas ramificações no mercado sem de fato violar a privacidade de outros negócios.

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