NBA vai usar ferramentas do Microsoft Teams para “recriar” torcidas nos jogos

Telões de cinco metros serão instalados ao redor das quadras e vão permitir que torcedores e jogadores interajam entre si durante as partidas

por Pedro Strazza

A Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos vai utilizar o Microsoft Teams para recriar virtualmente o público dos jogos de basquete da NBA, que recomeça oficialmente no próximo dia 30 de julho. A preferência pela plataforma de videoconferência no caso acontece graças ao “Together Mode”, novo modo de visualização que a Microsoft inaugurou há duas semanas e que ordena os usuários das chamadas de forma mais “humana” em ambientes como salas de café e aula.

Ainda que a ferramenta a princípio tenha sido criada para melhorar as relações durante as conferências, a NBA vai reutilizar o Together Mode para seus próprios fins graças a telas LED de cinco metros, que serão colocadas ao redor das quadras para tentar recriar (mesmo à distância) a sensação de se estar assistindo um jogo da liga ao vivo. Cada uma das “arquibancadas” conta com 300 “assentos” e deve permitir não apenas que os jogadores vejam algum público torcendo por eles, mas que os usuários também tenham acesso a uma transmissão exclusiva onde elas possam reagir e serem ouvidas pelos presentes no estádio.

Além de confirmar que o projeto é o primeiro de uma nova parceria entre a Microsoft e a NBA, o gerente da Microsoft 365 Jared Spataro escreve no anúncio que a experiência “dá aos fãs participantes a sensação de estar sentado lado a lado durante um jogo ao vivo sem que elas precisem deixar o conforto e a segurança de seus lares”. Responsáveis pela transmissão oficial das partidas, a ESPN e a Turner Sports também vão retrabalhar as câmeras envolvidas no acompanhamento dos jogos para enquadrar as novas telas.

A NBA não é a única liga esportiva que vem buscando alternativas na tecnologia para recriar as torcidas durante o período da pandemia. Mais cedo nesta sexta, a Fox Sports também anunciou um plano para recriação do público nos estádios da Major League Baseball a partir de uma plateia virtual – ainda que o modelo aqui não envolva qualquer uso de plataforma de videoconferências.

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