A tempo das eleições, Twitter amplia diretrizes contra desinformação

Publicações que visem deslegitimar ou interferir no processo eleitoral a partir de agora serão marcadas ou removidas da rede social

por Pedro Strazza

Depois do Facebook divulgar na semana passada que vai interromper o fluxo de anúncios políticos nos EUA sete dias antes das eleições presidenciais, agora é o Twitter que reforça suas diretrizes contra as notícias falsas a tempo da votação. A companhia anunciou nesta quinta (10) que a partir do próximo dia 17 de setembro vai começar a marcar ou deletar publicações que envolvam a disseminação de desinformação sobre manipulação eleitoral e resultados prematuros, considerando-as a partir de agora como possíveis de causar dano imediato.

No blog oficial, a companhia justifica o movimento escrevendo que o Twitter “é onde as pessoas vem ouvir diretamente de seus representantes eleitos e candidatos, é onde elas vem saber das últimas notícias e, cada vez mais, é uma fonte importante de informação sobre quando e como votar”, comentando ainda as preocupações públicas relacionadas à pandemia do coronavírus e os direitos civis como catalisadores deste viés da rede social.

A expansão das diretrizes se dá em três frentes, segundo o Twitter, e todas diretamente conectadas com o processo eleitoral. A companhia vai marcar, verificar a informação ou mesmo remover publicações que contiverem desinformação sobre as leis e regulações do processo civil e seus atores, alegações que visam diminuir a confiança sobre os resultados ou a votação e declarações que fomentem a interferência na apuração dos votos – incluindo aí quem se declarar vencedor antes da hora.

O foco são as eleições presidenciais estadunidenses, claro, mas não é difícil perceber que o Twitter já considera outros processos eleitorais no resto do globo que podem sofrer com estas manipulações. No mais, sem dúvida péssima notícia para o atual chefe do executivo dos EUA, Donald Trump.

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