Em busca do mercado da moda, Amazon inaugura categoria de luxo para (poucos) usuários Prime

Marcas terão como ajustar experiência de consumo nas Luxury Stores, podendo até mesmo definir se vão usar ou não o sistema de entregas da Amazon

por Pedro Strazza

A Amazon inaugurou nesta terça (15) uma nova categoria em sua plataforma que é dedicada aos segmentos mais “nobres” do mundo da moda. Batizado de “Luxury Stores” e disponível na versão para celular do site nos Estados Unidos, a seção foi lançada apenas com a participação da Oscar de la Renta, mas a companhia declara que mais parcerias devem ser concretizadas e anunciadas nas próximas semanas.

A parte mais interessante da seção é sua exclusividade, porém. De acordo com a companhia, apenas alguns usuários Prime no país terão acesso às “lojas de luxo” e aos produtos vendidos, com o controle sendo feito em torno de uma lista de pedidos por convite para acessar a categoria.

A ideia da Amazon com isso é sobretudo permitir a estas grandes marcas que customizem a experiência de venda na plataforma da forma que melhor preferirem. À Vogue, a presidente da Amazon Fashion Christine Beauchamp descreve a Luxury Store como uma forma de consumo “criativa e elevada” que adiciona “tecnologia inovadora” e torna a compra “mais fácil e deliciosa” – e o design diferente da loja da Oscar de la Renta no site da companhia, que você pode conferir abaixo, é bastante revelador deste processo citado pela executiva.

Junto das opções de visual, a Amazon também confirma que marcas como a Oscar de la Renta terão como definir itens como valores de preço, disponibilidade do produto e o que será exibido a cada usuário conforme eles acessam a página, além de até mesmo definir se a empresa vai utilizar do serviço de entrega da rede de varejo para distribuir seus produtos. Na parte tecnológica, a grande novidade é a possibilidade de visualizar o produto em 360°, com o público podendo ver de diferentes ângulos a roupa que lhe interessa no momento.

Além de tentar criar laços com a indústria da moda, a modalidade também sugere ser um caminho para a Amazon voltar a fazer negócio com marcas que abandonaram seu ecossistema justamente pelas limitações da plataforma. A falta de customização da experiência e a concorrência desleal com produtos genéricos (e portanto mais baratos) foram o que levaram empresas como a Nike a interromper suas parcerias com a companhia de Jeff Bezos – o que prejudica o desejo voraz da empresa em ocupar a maior fatia possível do varejo online.

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