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Em busca de experiência personalizada, Nike vai parar de vender seus produtos na Amazon

Fim de programa piloto iniciado em 2017 pelas duas empresas acontece em meio a reformulação da estratégia de vendas da marca de vestuário e calçados, que busca expandir lucros no online

por Pedro Strazza

A Nike anunciou hoje (13) que irá encerrar o programa piloto de vendas de seus calçados e itens de vestuário na Amazon que iniciou em 2017. Ao Bloomberg, a companhia justifica a decisão “como parte do foco da empresa em elevar a experiência do consumidor por relações mais diretas e pessoais” e afirma que “continuará a investir em parcerias fortes e distintas” com outros revendedores e plataformas.

A medida acontece em meio a uma mudança geral de estratégia de vendas que a Nike vem promovendo internamente desde a contratação de John Donahoe como novo CEO. Antigo executivo do eBay, Donahoe em teoria chega para aumentar o escopo da empresa no e-commerce, o que inclui o aumento do investimento em parcerias com revendedores que no momento vem sofrendo com o domínio cada vez mais amplo da Amazon – algo que possivelmente levou a companhia a desfazer o acordo.

O novo CEO também tem no momento o desafio de fazer crescer exponencialmente os lucros da Nike no online. Embora a companhia venha fazendo grandes investimentos na área e só tenha visto seu negócio crescer desde 2013, as vendas no varejo ainda são responsáveis por 68% da arrecadação total, um domínio estranho para tempos tão digitais.

O programa desenvolvido entre as duas empresas e agora descontinuado vinha permitindo que a Amazon adquirisse produtos da Nike para sua plataforma diretamente da fabricante ao invés de fazer o caminho por terceiros – uma opção que atualmente é responsável por mais da metade dos produtos encontrados no seu site. De acordo com fontes da Bloomberg, a Amazon já vinha se preparando para o fim do acordo com a marca há algum tempo, a partir da criação de uma nova rede de empresas terceiras que suprissem a saída repentina da Nike de sua plataforma.

As ações de ambas as empresas pouco sofreram com a notícia na bolsa de valores. Enquanto as da Nike caíram pouco menos de 0,1% nos Estados Unidos, as da Amazon chegaram a perder meros 0,4% do valor.

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