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Spotify, Epic Games e outros aplicativos formam aliança contra políticas de mercado da Apple e Google

Coalition for App Fairness busca reunir esforços para combater taxas "discriminatórias" da App Store e Play Store e instituir um código de conduta justo para todas as partes

por Pedro Strazza

Um grupo variado de empresas anunciou na manhã desta quinta (24) a formação de uma aliança para combater as políticas de mercado adotadas pela Apple e o Google no mercado de aplicativos. Intitulado Coalition for App Fairness (algo como Coalizão de Justiça dos Aplicativos), a organização tem como membros fundadores grandes companhias do meio como o Spotify, a Match Group, o Deezer e, claro, a Epic Games que há mais de um mês confronta os dois grandes nomes do Vale do Silício por conta do bloqueio do “Fortnite”.

Na divulgação oficial, a coalizão se declara como uma organização independente sem fins financeiros que busca “advogar por aplicações e reformas, incluindo legais e regulatórias, que preservem a escolha do consumidor e um nível de campo de jogo para que aplicativos e desenvolvedores de jogos possam depender de lojas de apps”. A briga obviamente está nas taxas cobradas pela Apple e o Google, que pedem 30% de quaisquer transações ocorridas em seus respectivos ecossistemas.

Além das empresas já citadas, completam o grupo a Basecamp, a Blix, o Blockchain.com, a European Publishers Council, a News Media Europe, a Prepear, a Protonmail, a SkyDemon e a Tile. Vale acrescentar que alguns dos envolvidos já movem casos judiciais contras as duas companhias, incluindo não só a Epic mas o Spotify – que desde o ano passado enfrenta a Apple na União Europeia – e a Tile, que já chegou a acusar a App Store de reduzir a usabilidade de seu aplicativo no iOS em favor do próprio produto do segmento.

A ideia com o grupo é permitir que todos os envolvidos juntem recursos e atuem em conjunto na briga contra as duas companhias, fortalecendo a causa ao invés de cada parte seguir sozinha em um processo próprio. A coalizão ainda se declara aberta para “empresas de qualquer tamanho, em qualquer indústria comprometida a proteger o direito de escolha do consumidor, fomentar competição e criar um nível de campo de jogo para todos os aplicativos e desenvolvedores locais”, além de propor um código de conduta para que o meio não se veja forçado a pagar o que define como “taxas injustas, nada razoáveis ou discriminatórias”.

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