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Trabalhadores da Amazon ameaçam protesto para terem tempo de votar

Funcionários da companhia de Jeff Bezos querem ter o direito de exercer direito democrático sem sofrer perda no salário

por Matheus Fiore

Com a chegada das eleições americanas, todo o povo estadunidense se prepara para escolher o novo líder da Casa Branca. Porém, pelo fato de os Estados Unidos não terem o voto como algo obrigatório, mas passivo, boa parte das empresas não se preocupa em criar um planejamento que permita que seus funcionários se ausentem de seus ofícios para irem trabalhar.

Os trabalhadores da Amazon são alguns desses, e eles estão planejando um protesto caso Jeff Bezos não os permita tirar um dia de folga para votar. O Amazon Employees for Climate Justice, criado pelos próprios trabalhadores, está pedindo ajuda para que eles fechem os armazéns da empresa no Halloween, um dos principais feriados do ano, a fim de pressionar a companhia a liberá-los para exercerem seus direitos democráticos.

Milhares de funcionários da Amazon assinaram uma petição exigindo uma folga remunerada para o período eleitoral. O grupo afirma que muitos deles não têm as condições financeiras de abandonar o trabalho para votar, situação que, em 2020, piorou em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Essa, inclusive, não é a primeira manifestação pública de funcionários da Amazon descontentes com a companhia. Em 2018, os trabalhadores organizaram um protesto exigindo melhores condições de trabalho, unindo pessoas de Reino Unido, França, Espanha, Itália e Alemanha. Em 2019, a Amazon chegou a ser listada ao lado do Facebook como uma das empresas com ambiente de trabalho mais perigoso para os funcionários.

Um porta-voz da Amazon disse em um e-mail que a empresa forneceu aos trabalhadores informações sobre como solicitar uma licença para votar, caso seja necessário: “Em todos os estados com votação presencial, os funcionários que não têm tempo adequado antes ou depois do dia de trabalho programado para votar, têm a opção de se ausentar para votar”, acrescentou o porta-voz.

A rede Walmart, um dos principais competidores da Amazon, já se posicionou de forma mais clara. A empresa permitiu que os funcionários se ausentassem por três horas sem ter seu salário cortado para poderem votar. Outras gigantes como Apple, Starbucks e Best Buy também tomaram medidas semelhantes.

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