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Mesmo a semanas do lançamento do PS5, divisão do PlayStation bate recordes de lucro para a Sony

Assinaturas da PlayStation Plus e alta nas vendas de jogos compensaram os maiores custos da empresa com a fabricação do novo console

por Pedro Strazza

Faltam 16 dias para o lançamento oficial do PlayStation 5 e ainda assim o seu antecessor, o PlayStation 4, segue triunfando no mercado. É o que aponta o último relatório trimestral da Sony, que confirmou na manhã desta quarta (28) que a receita da divisão do console entre os últimos meses de julho e setembro superou o desempenho registrado no mesmo período em 2019.

Em números, esse resultado acontece porque a divisão da companhia dedicada ao PlayStation emplacou uma receita de 507 bilhões de yen e um lucro de operação de 105 bilhões, o que em dólar equivale a US$ 4,9 bilhões e US$ 1 bilhão respectivamente. Na comparação com o ano passado, a receita aumentou 52%, enquanto a operação deu um retorno 40% maior.

O resultado é intrigante justo por conta da proximidade da estreia do console da próxima geração, que em tese impactaria o desempenho do atual aparelho no mercado – do que adianta investir no PS4 se o PS5 tá na esquina, afinal? – e também aumentou os custos da empresa com a fabricação de modelos (é sempre mais caro produzir um novo hardware). O truque aqui foram as assinaturas da PlayStation Plus, cuja maior oferta de títulos gratuitos de interesse (incluindo “Uncharted 4”, “NBA 2K20” e nada menos que dois “Call of Duty”) geraram um aumento na procura que por consequência equilibrou as contas da Sony nestes meses.

As vendas de jogos também contribuíram para o trimestre da Sony, em especial o lançamento de “Ghost of Tsushima” que se tornou o produto original da PlayStation com venda mais rápida de cópias ao gerar 2,4 milhões distribuídas nos primeiros 3 dias.

Além dos resultados, a companhia também atualizou suas projeções de fim de ano fiscal, agora na esperança de ultrapassar a marca de 2,6 trilhões de yen em receita e 300 bilhões em lucros até o 31 de março. O único obstáculo, por incrível que pareça, é o próprio PS5: embora a Sony tenha dobrado a fabricação do aparelho para 2020, o presidente da Sony Interactive Entertainment Jim Ryan comentou nesta quarta à Reuters que a demanda pode ser tão alta que “talvez nem todo mundo que queira comprar um PS5 no lançamento consiga achar um”.

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