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Imagem: Voters fill out their ballots for the presidential primary in a log cabin run by the American Legion in San Anselmo, Calif., on Super Tuesday, March 3, 2020. While no significant foreign interference was detected, election and law enforcement officials are closely monitoring this year’s primaries.

Mesmo com fim das eleições nos EUA, Facebook e Google mantém banimento temporário sobre anúncios políticos

Razão é justamente o clima incerto da rebarba da votação, conforme Donald Trump e aliados fazem acusações falsas de fraude eleitoral

por Pedro Strazza

Donald Trump pode contestar à vontade, mas em tese as eleições presidenciais dos Estados Unidos acabaram e Joe Biden é o escolhido do povo (e do sistema eleitoral de delegados) para chefiar o país pelos próximos quatro anos. Para o Facebook e o Google, porém, o trabalho deve continuar em torno do tema, dado que ambas reafirmaram o compromisso de manter seus respectivos banimentos a anúncios políticos nas plataformas – pelo menos por enquanto.

A confirmação foi dada pelas companhias ao Financial Times, que aponta que a suspensão da categoria segue em vigor desde o último sábado, quando os principais veículos de notícia projetaram a vitória de Biden nas urnas. O motivo é exatamente o movimento de contestação que Trump e seus aliados realizam contra o processo eleitoral, com direito a acusações falsas e desinformação em torno do sistema que pode ameaçar a democracia dos EUA – uma ação que poderia ganhar muita tração com a publicidade.

Prova cabal do problema são os links que mais vem bombando no núcleo estadunidense nos últimos dias. Só nas últimas 24 horas metade dos 10 links mais acessados no Facebook vieram de contas ligadas a Trump, por exemplo.

Ainda não se sabe até quando ambas as empresas pretendem manter a suspensão, mas vale acrescentar que cada uma tem um esquema diferente para limitar a categoria de publicidade política em suas plataformas – vale ler os resumos das ações aqui e aqui. Além disso, tanto o Facebook quanto o Google também vem sendo criticados por não agirem o suficiente no controle da desinformação que corre solto desde a confirmação dos resultados, incluindo a equipe de Joe Biden que criticou a atuação da Alphabet para conter conspirações repercutidas por representantes republicanos.

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