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Mais uma: dados iniciais indicam que vacina da Moderna tem 94,5% de eficácia contra Covid-19

Doses também podem ser armazenadas a temperaturas mais acessíveis e usam a mesma operação da vacina da Pfizer e da BioNTech

por Pedro Strazza

Depois da Pfizer e a BioNTech anunciarem uma vacina com potencial de 90% de eficácia contra o coronavírus na semana passada, é a vez da Moderna também divulgar resultados promissores para seus experimentos com uma solução preventiva contra a doença. A companhia farmacêutica divulgou nesta segunda (16) os primeiros resultados dos testes de sua vacina contra o vírus, que mostram uma eficácia inicial de até 94,5% na prevenção.

De acordo com o relatório divulgado pelos pesquisadores, os testes da Moderna incluíram trinta mil participantes divididos em dois grupos, com metade recebendo a vacina e a outra tomando uma dose de salina (placebo, ou seja). Enquanto a última parte viu 90 usuários contraírem o vírus ao longo dos meses, com 11 desenvolvendo formas agressivas da doença, apenas 5 integrantes do grupo de experimento acabarem contaminados pelo coronavírus sem chegar a qualquer situação limite de saúde.

A metodologia da vacina da Moderna é a mesma da desenvolvida pela Pfizer, vale adicionar, provendo ao corpo de mais RNA mensageiro para auxiliar no desenvolvimento de anticorpos e assim prepará-lo para uma infecção do coronavírus. Junto do período extenso natural de testes, esta forma também justifica a demora para a descoberta da solução, dado que nenhuma vacina atualmente disponível no mercado usa do RNA mensageiro para obter a prevenção do usuário.

A companhia também declara que a vacina até o momento não exibiu quaisquer sinais de efeitos colaterais mais sérios, com alguns dos usuários reportando nada além de dores de cabeça e no corpo. Também como a da Pfizer, a solução preventiva da Moderna é distribuída em duas doses tomadas em semanas de distância, mas sua manutenção é mais fácil: as doses precisam ficar guardadas a uma temperatura de -20 °C por 30 dias, uma que permite a ela ficar armazenada na maioria dos freezers medicinais.

Mais resultados devem ser divulgados ainda este mês pela empresa, que já submeteu a vacina para aprovação dos órgãos reguladores dos EUA. A expectativa é que a vacinação comece assim que o sinal verde for dado, mas o fato é que ainda deve demorar para toda a população ter acesso à solução, com os trabalhadores de saúde e grupos de risco tendo prioridade no acesso – a meta é que todo o público receba as doses a partir de abril.

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