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Airbnb começa a banir usuários envolvidos na invasão do Capitólio

Serviço de hospedagem também revisa reservas feitas na próxima semana a fim de determinar se há potenciais extremistas se aproveitando da plataforma para organizar novos atos nocivos

por Pedro Strazza

Falta uma semana para que Joe Biden seja empossado na presidência dos Estados Unidos, mas seguem firmes os temores de novos golpes de estado e ataques terroristas por parte de apoiadores de Donald Trump. Enquanto redes sociais como o Facebook e o Twitter restringem o acesso do atual chefe do executivo a suas plataformas, o Airbnb busca garantir que seu site não seja usado por extremistas em quaisquer planos de insurreição durante a cerimônia de inauguração no próximo dia 20 de janeiro.

Para isso, o serviço de hospedagem já botou em movimento um plano batizado de “Capitol Safety Plan” que entre outras coisas envolve o banimento de qualquer usuário que tenha se envolvido na invasão do Capitólio do dia 6 de janeiro. A identificação se dá no comparativo do quadro de pessoas confirmadas pela mídia ou a lei como presentes no ataque com a base de usuários do Airbnb; as correspondências foram botadas pra fora pela plataforma.

Além disso, a empresa também está revendo todas as reservas feitas na área metropolitana de Washington para a próxima semana, em busca de quaisquer hóspedes que estejam viajando para a região apenas para confrontar o novo presidente. O pente fino envolve a procura por quaisquer usuários que tenham qualquer associação com grupos de ódio, com contas suspensas e reservas canceladas em caso positivo, e novas checagens de segurança em determinados indivíduos que ganharem novas informações por todos os canais citados.

O plano de ação contra a violência no Capitólio representa outro passo do Airbnb contra movimentos de ódio, que já haviam sido motivo de reformulação nas medidas de segurança da plataforma em 2017, com Charlottesville. É também a medida mais “física” tomada por um site nos últimos dias contra usuários envolvidos na invasão, dado que ações de empresas como Facebook, Twitter, Amazon e Google se deram no campo virtual.

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