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Twitter chega a 192 milhões de usuários ativos mesmo com banimento de Donald Trump

Rede social já prevê um 2021 sofrido devido à ressaca do crescimento gerado pela pandemia, porém

por Pedro Strazza

O Twitter pode ter despertado discórdia no começo de 2021 ao banir o ex-presidente norte-americano Donald Trump de sua plataforma, mas isso em nenhum momento afetou o crescimento da companhia. Muito o contrário, na verdade: em reunião com os acionistas na última terça (10), a rede social confirmou que encerrou 2020 com uma base de 192 milhões de usuários ativos e já viu uma nova expansão dos números em janeiro, “acima da média histórica dos últimos quatro anos”.

Os dados foram divulgados em meio à apresentação da performance da empresa no último trimestre, que apesar de englobar o período entre outubro e dezembro de 2020 acabou envolvendo o início de 2021 “dada as circunstâncias”. “Nós somos uma plataforma que é obviamente muito maior que qualquer tópico ou conta” chegou a afirmar o CEO Jack Dorsey na reunião, sem chegar a se referir diretamente a Trump ou todo o caos tocado pelo usuário nas últimas semanas (ou anos).

No fundo a divulgação da informação, mesmo que sem qualquer detalhe maior (repare que não existem dados sobre as primeiras semanas do ano), ajuda o Twitter a se desvencilhar da imagem de que teria se segurado na moderação dos comentários do presidente por acreditar que isso estaria favorecendo seu crescimento enquanto empresa. Uma tentativa torpe, claro, ainda mais porque não se sabe exatamente o impacto real do uso constante da rede social pelo ex-presidente para assuntos do governo nos últimos quatro anos.

Nem tudo são boas notícias para o Twitter, porém. Apesar do fim de ano meteórico, a companhia acredita que o primeiro semestre de 2021 vai ser lento, com taxas de crescimento de até 20% nos usuários ativos para os primeiros três meses e “abaixo dos dois dígitos” para o restante do ano. A queda é drástica (a empresa registrou 24% na área em 2020) e se deve sobretudo à ressaca do boom de uso gerado pela pandemia nos últimos meses.

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