Facebook CEO Mark Zuckerberg & Key Speakers At The Silicon Slopes Summit Imagem: Mark Zuckerberg, chief executive officer and founder of Facebook Inc., speaks during the Silicon Slopes Tech Summit in Salt Lake City, Utah, U.S., on Friday, Jan. 31, 2020. The summit brings together the leading minds in the tech industry for two-days of keynote speakers, breakout sessions, and networking opportunities. Photographer: George Frey/Bloomberg via Getty Images

Mesmo a pedido de sua “Suprema Corte”, Facebook não vai relaxar medidas contra desinformação da Covid-19

Rede social estuda disponibilizar mais informações em torno da moderação dos conteúdos removidos, porém

por Pedro Strazza

O Facebook divulgou no fim da última quinta (25) a resposta oficial à primeira rodada de decisões emitidas pelo seu Comitê de Supervisão, formado no ano passado para julgar decisões tomadas pela rede social. Assinado pelo vice-presidente de comunicações globais Nick Clegg, o documento entre outros tópicos confirma que a plataforma não irá relaxar as medidas de combate à desinformação sobre a pandemia, uma proposição que ficou subentendida pelo conselho ao apontar como erro a remoção de um post afirmando que a hidroxicloroquina servia de cura ao coronavírus.

O tema é o único da lista que o Facebook não concorda em totalidade com a decisão emitida pelo comitê, vale apontar. No blog oficial, Clegg escreve que a companhia acredita que sua abordagem “de remover desinformação sobre a Covid-19 que possa levar a danos iminentes é a correta durante a pandemia”, acrescentando ainda que a plataforma segue atuando “em consulta com as autoridades globais de saúde”.

Na decisão, o comitê havia aconselhado a empresa a adotar “medidas menos intrusivas” sobre publicações no qual o potencial de dano físico fosse identificado, mas não iminente. Embora o Facebook não seja obrigado a seguir os direcionamentos dados pelo órgão, a rede social neste caso diz que vai testar disponibilizar a informação sobre se o conteúdo do usuário foi removido por moderação humana ou automatizada nos próximos meses.

No mais, a esmagadora maioria das 17 recomendações feitas pelo comitê em cima de seis casos analisados foi tomada pela plataforma com um mesmo discurso de “continuar a explorar a melhor forma de providenciar transparência” nos limites do que consideram “factível tecnologicamente” – ou seja, desconversar.

Além da disponibilidade de informação sobre a moderação, porém, há mais uma exceção curiosa nessa primeira réplica. Para resolver o caso de uma publicação que foi deletada por comparar o ex-presidente dos EUA Donald Trump a Joseph Goebbels, o Facebook anunciou planos de elaborar um guia de linguagem sobre o tema, a fim de tornar mais transparente o processo por trás da diretriz.

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