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Netflix revela seus índices de emissão de carbono pela primeira vez

Próximo passo é estudar como reduzi-los

por Matheus Fiore

Pela primeira vez, a Netflix revelou detalhes sobre seus índices de emissão de carbono na atmosfera nesta quarta (17). Com uso de uma ferramenta chamada DIMPACT, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Bristol, a Netflix estima que uma hora de streaming de sua plataforma em 2020 utilizou menos de 100 gramas de gás carbônico – o que é menos do que dirigir um carro por meio quilômetro.

Com baixos índices, o desafio da Netflix agora é reduzir essa emissão encontrando novas formas de controlas seus protocolos. A mera descoberta, porém, já é um marco para a empresa. “A BBC, a Netflix ou qualquer outra empresa do tipo não pode simplesmente conectar um medidor em sua infraestrutura para descobrir seus índices de emissão de carbono na atmosfera”, afirmou Daniel Schien, um dos criadores do DIMPACT e professor de ciência da computação na Universidade de Bristol.

A ferramenta foi desenvolvida essencialmente para ajudar empresas de mídia a mapear e administrar suas emissões de gases poluentes na atmosfera. Há quatro módulos, um para cada setor: streaming de vídeo, propaganda, inteligência de negócios e editorias. No caso da Netflix, o streaming de vídeo consiste em um grupo de processos que a Netflix possui em sua organização: a simulação de uma série partindo do centro de dados da empresa para a sua televisão, por exemplo.

Identificar seus índices de emissão é o primeiro passo para a Netflix seguir uma tendência de outras empresas gigantes como a Microsoft, que já prometeu tornar sua emissão de gases poluentes negativa até 2030.

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