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Imagem: Reprodução

É oficial: MGM é comprada pela Amazon por US$ 8,45 bilhões

É a segunda maior aquisição da história da Amazon

por Pedro Strazza

Depois dos rumores na semana passada, a Amazon oficializou nesta quarta (26) a compra da MGM, um dos estúdios mais tradicionais de Hollywood, pelo valor de US$ 8,45 bilhões. O negócio encerra uma novela para a companhia, que há meses procura por um novo dono, e representa o segundo maior investimento de compra da empresa de Jeff Bezos, perdendo apenas para os US$ 13,7 bilhões gastos para adquirir a Whole Foods em 2017.

De acordo com a Variety, a Amazon escreve no anúncio que irá ajudar a “preservar a herança e o catálogo de filmes da MGM” que garante com a compra, um cujo volume não é total graças às diversas repassadas de mão que o estúdio passou em quase cem anos de história. Isso inclui além do catálogo de franquias como 007, Rocky Balboa, “O Hobbit” e “A Pantera Cor de Rosa” os filmes da companhia que atualmente se encontram em desenvolvimento, incluindo o “Soggy Bottom” de Paul Thomas Anderson e o “House of Gucci” de Ridley Scott – todos, segundo a companhia, serão incentivados a manter o nível de “grandes narrativas”, o que segundo a Amazon é o que a MGM “faz de melhor”.

De acordo com o Hollywood Reporter, o catálogo que está sendo adquirido envolve cerca de quatro mil títulos de cinema e 17 mil horas de programação de TV.

A Amazon ainda garante que irá ajudar os consumidores a ter acesso a todos as produções do estúdio, o que implica que a maior parte dos trabalhos pode ser disponibilizada no catálogo do Amazon Prime Video em algum momento do futuro.

“O real valor por trás deste acordo é o tesouro guiado por propriedades intelectuais do fundo de catálogo que planejamos reimaginar e desenvolver junto do talentoso time da MGM” escreve na divulgação Mike Hopkins, vice-presidente sênior do Prime Video e da Amazon Studios; “É muito animador e nos dá várias oportunidades para storytelling de alta qualidade”.

Do lado da MGM, uma nova venda era apenas questão de tempo. Com um ex-executivo da Goldman Sachs como maior acionista, o estúdio estava sem CEO desde março de 2018, quando demitiu o então líder Gary Barber e era tocado interinamente desde janeiro de 2020 por Michael De Luca, recém-escolhido presidente da divisão de filmes. Além disso, uma esmagadora maioria da receita da empresa nos últimos meses vinha de acordos de licenciamento, com 50 de 750 funcionários sendo demitidos para reduzir custos na pandemia e todos os gerentes sênior aceitando reduções no salário para manter as contas em dia.

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