Cerimônia realizada pela Conmebol para a Copa América
Imagem: REUTERS/Luisa Gonzalez

Por conta da pandemia, Argentina desiste da Copa América e Brasil aceita ser nova sede

Crise com pandemia faz argentinos desistirem do evento, que retorna ao Brasil após dois anos

por Matheus Fiore

A Copa América mudou de casa. A competição, que está programada para acontecer já em junho, seria sediada na Argentina, mas o país anunciou nesta segunda (31) que não poderá ser o anfitrião do evento em virtude da nova onda da COVID-19 que está acontecendo no país. A possibilidade de até cancelar o evento não foi descartada, mas a Conmebol definiu o Brasil como nova sede.

Pela manhã, a Conmebol convocou uma reunião emergencial para discutir as possibilidades, e a prioridade era encontrar uma nova sede. Países como os Estados Unidos já se ofereceram para sediar, mas a entidade escolheu o Brasil pela proximidade e por ter recebido o evento em 2019. A suspensão ocorreu em virtude da piora de casos e mortes por COVID-19 em todo o continente, mas especialmente na Argentina. No país, as competições nacionais já foram suspensas.

Antes, a competição seria dividida entre Argentina e Colômbia, mas o país abandonou o projeto em virtude de protestos ocorridos em todo o território colombiano. O mais lógico seria o cancelamento do evento, já que há apenas dois anos, houve outra Copa América e, hoje, a competição não tem tanto apelo com os espectadores, o que somado aos problemas sanitários torna a realização do evento algo negativo para quase todos.

Apesar disso, a Conmebol não seguiu com o cancelamento, já que até mesmo os direitos televisivos já foram negociados. No Brasil, o SBT transmitiria a competição, que terá astros mundiais como Messi e Neymar. Um caso parecido aconteceu em outra competição da Conmebol, a Copa Libertadores, em 2019. Na época, a final do torneio estava programada para acontecer no Chile, mas protestos fizeram com que a entidade mudasse a sede para Lima, no Peru.

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