Instagram pretende lançar ferramentas de controle parental em 2022
Imagem: Divulgação

Instagram pretende lançar ferramentas de controle parental em 2022

Ferramenta que avisa o usuário a dar um tempo da plataforma começa a ser disponibilizada hoje no mundo, enquanto isso

por Pedro Strazza

O Instagram segue na luta para tentar superar a polêmica em torno de todos os seus efeitos nos jovens. Em publicação no blog oficial da empresa, o CEO Adam Mosseri confirmou nesta terça-feira (7) que a rede social vai ganhar ferramentas de controle parental em março de 2022.

Pelas palavras do executivo, o pacote é o tradicional, com os adultos responsáveis podendo ver a quantidade de tempo gasta pela garotada na plataforma e delimitar tempo máximo de uso por dia na conta, bem como ser notificado quando a criança reporta alguém na rede. Um hub educacional também é planejado para o primeiro trimestre e deve contar com informações, dicas e tutoriais sobre como lidar com o uso do app por menores de idade, bem como o banimento da marcação de jovens em publicações por outros usuários e a possibilidade de contas infantis removerem em massa posts, comentários e curtidas.

Além disso, o Instagram esta semana deve começar a lançar oficialmente a ferramenta de notificações de uso que vem testando no último mês – a ideia é que até o começo do próximo ano todos os territórios tenham acesso ao recurso. Batizada de Take a Break, a função permite que a rede social avise o usuário a “tirar um tempinho” do app depois de períodos de 10, 20 ou até 30 minutos de uso direto. De acordo com Mosseri, o teste com o aparato foi positivo, com 90% dos usuários mantendo o uso após ativá-lo.

Ainda que o discurso de Mosseri seja de que todos os recursos já estavam em desenvolvimento “há muito tempo” dentro da companhia, as ferramentas chegam poucas semanas depois do Instagram mergulhar em uma crise por conta dos documentos internos vazados por Frances Haugen. Entre os dados revelados pela ex-funcionária, uma pesquisa feita pela própria empresa apontava que a plataforma ajudava a desenvolver problemas de imagem corporal em uma a cada três jovens ao estimular comparação social entre contas – e é claro que a longa exposição só aprofunda essas questões. A polêmica fez com que a plataforma paralisasse temporariamente seus planos de criar uma versão infantil.

Para tentar corrigir o curso e afastar a empresa da controvérsia, o CEO na publicação de hoje também comenta que há vários outros recursos em desenvolvimento no momento, incluindo uma opção de melhor controle do algoritmo na aba de exploração sobre itens que podem ser “potencialmente danosos ou sensíveis” e outra que afasta a conta de tópicos que ela vem gastando tempo até demais explorando.

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