Eduardo Camargo lança Diana após criar agência em público: “Escolhe, não é escolhida”
Ex-Mutato fez 50 posts no LinkedIn sobre processo; Debora Nitta (ex-Meta) é co-fundadora de venture studio que promete "ativos culturais"
Eduardo Camargo, fundador da Colmeia e Mutato, lançou Diana após documentar criação em 50 posts no LinkedIn – movimento “Build in Public” inédito em publicidade brasileira. Agência se autodefine como “venture studio de cultura” e funciona como “Club Agency”: agência criativa no salão, venture studio na cozinha. Debora Nitta (ex-Meta/WMcCann) cofunda como Chief Transformation Officer. Modelo promete transformar campanhas efêmeras em “ativos culturais que permanecem”: séries, podcasts, games, produtos.
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Por que importa: Diana testa se agência pode virar investidora cultural. É aposta que publicidade tradicional está morta e futuro é participação societária em IPs.
Camargo definiu conceito: “Diana escolhe, não é escolhida. Poucos slots para clientes, ventures, projetos e sócios. Fusão entre restaurante Michelin 2 estrelas e feijoada numa laje da Rocinha que você só chega se for convidado.”
Liderança majoritariamente feminina:
- Debora Nitta: ex-Meta LATAM, 25 anos de experiência, 18 Effies
- Ana Paula Passarelli (Brunch): VP Creator Economy
- Gabriela Moura: primeira negra brasileira premiada em Cannes como DC
- Karine Rossi (Mercado Manual): lidera Clube de Regeneração
- Janaina Bezerra (ex-Mutato): Chief Dreamweaver
- Liza Dornelles (ex-Nubank/Meta): VP Operações
Lado masculino: MM Izidoro (roteirista para Viola Davis/Emicida) lidera VP Culturas Brasileiras; Marcel Jientara (Alana AI) é Chief Product & AI Officer.
Camargo sobre missão: “Enquanto outros alugam atenção, nós construímos ativos que permanecem. Diferença está em criar algo que pessoas escolhem gastar tempo de vida, não algo que desaparece em 30 dias.”
Instalada na Faria Lima propositalmente para ser “ponte entre capital financeiro e cultura brasileira”. Opera com slots limitados, “escassez como sinônimo de excelência”.
A real? Diana é aposta que modelo de agência tradicional morreu. Camargo e Nitta estão vendendo participação em IPs culturais, não horas criativas. É movimento corajoso. Diferencial real será provar que “ativos culturais” geram retorno melhor que campanhas tradicionais.

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