BB cria “papel de presente” digital para o Pix
Funcionalidade transforma a transferência fria em cartão com arte de ilustradores brasileiros — e será cobrada a partir de 2026.
A frieza do comprovante de transferência está com os dias contados. O Banco do Brasil decidiu oficializar o hábito nacional de usar o Pix como presente de última hora, criando uma “embalagem” digital para o dinheiro que você envia.
Leia também
Por que importa: O Pix matou o dinheiro físico, mas levou junto a cerimônia de entregar uma nota dentro de um envelope (ou cartão). Ao “produtizar” a transferência entre pessoas (P2P), o BB tenta devolver a camada emocional ao ato financeiro e, estrategicamente, abre caminho para monetizar um serviço que o consumidor brasileiro se acostumou a ter de graça.




Como funciona: A nova funcionalidade, criada com a agência Lew’Lara\TBWA, permite anexar uma arte e uma mensagem à transferência.
- A curadoria: O banco contratou a Dionisio.AG para selecionar quatro artistas com estéticas regionais distintas: Bacaro Borges (xilogravura nordestina), Filipe Grimaldi (letreiros populares), Agatha de Faveri (arte urbana) e Luiza de Souza (quadrinhos/Arlindo).
- A mecânica: No app, o usuário escolhe o tema (Natal ou Aniversário), seleciona a arte e envia o comprovante “embrulhado” via WhatsApp.
O serviço é gratuito no Natal, mas custará R$ 0,99 em 2026.
A gratuidade inicial é a isca clássica de adoção de produto. O BB está testando a elasticidade do consumidor: será que pagamos quase 1 real para não parecer desleixados? Se funcionar, o banco cria uma nova linha de receita baseada puramente em estética e conveniência social, sem mexer na gratuidade regulatória da transação em si.

Comentários
Sua voz importa aqui no B9! Convidamos você a compartilhar suas opiniões e experiências na seção de comentários abaixo. Antes de mergulhar na conversa, por favor, dê uma olhada nas nossas Regras de Conduta para garantir que nosso espaço continue sendo acolhedor e respeitoso para todos.