Google aposta na IA “que ajuda” para tirar o Gemini do modo técnico
Com filme emocional sobre mudança de casa, Google tenta posicionar o Gemini além do rótulo de “chatbot” no Super Bowl
O Google vai ao Super Bowl 2026 com um comercial de 60 segundos sobre uma mãe que usa o Gemini para ajudar o filho pequeno a se preparar para uma mudança de casa. Ela pede fotos do novo lar, monta o quarto do garoto com ferramentas de geração de imagem e imagina as possibilidades do quintal. Tudo com trilha emocional e tom de “tecnologia que abraça”.
É a quinta aparição consecutiva da marca no jogo e a décima no total. A peça, batizada “New Home”, foi criada internamente pelo Google Creative Lab.
Leia também
Por que importa: O comercial é o pontapé de uma ofensiva global para posicionar o Gemini como a IA do consumidor comum, num momento em que o ChatGPT ainda lidera em usuários ativos. A empresa quer sair do nicho tech e virar hábito.
AI-First: Desde 2016, o CEO Sundar Pichai repete que quer transformar o Google numa empresa “AI-first”. Nove anos depois, o Gemini é a peça central dessa promessa.
O filme segue a cartilha emocional que o Google domina desde “Parisian Love”, de 2010, quando contou uma história de amor só com buscas no Google. A fórmula: produto como coadjuvante de uma emoção humana. Desta vez, a IA aparece como uma amiga útil, não como tecnologia intimidadora. O garoto Ben, a mãe, o cachorro, o quarto novo. Nenhuma tela de código, nenhuma interface fria.
O Google sabe fazer comercial bonito. Sempre soube. O problema nunca foi o marketing. “Parisian Love” é, até hoje, um dos melhores anúncios de tecnologia já feitos. A questão é se o Gemini entrega na vida real o que o filme promete na ficção.

Comentários
Sua voz importa aqui no B9! Convidamos você a compartilhar suas opiniões e experiências na seção de comentários abaixo. Antes de mergulhar na conversa, por favor, dê uma olhada nas nossas Regras de Conduta para garantir que nosso espaço continue sendo acolhedor e respeitoso para todos.