Os bastidores da cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016

Os bastidores da cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016

Equipe de profissionais, voluntários e diretores detalham o processo criativo da festa brasileira

por Carlos Merigo

A abertura das Olimpíadas – antes dos elogios e toda emoção da última sexta-feira – passou por meses de muita expectativa e atrações em segredo. Assim que a cerimônia terminou, porém, a direção artística, formada por Abel Gomes, Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Fernando Meirelles, pode revelar diversos detalhes do processo criativo e de produção.

Foi o evento do custo-benefício, como destacou a imprensa estrangeira, com muita projeção mapeada, boas ideias e criatividade com baixo custo. Confira abaixo algumas etapas da criação:

Aros olímpicos de árvores (bonito, mas complicado)

Daniela Thomas fala do (complicado) processo criativo e de testes de uma das partes mais emocionantes e surpreendentes da cerimônia: os anéis olímpicos formados pela natureza. Uma produção em parceria com o estúdio Ono-Zone.

A pira sustentável e cinética

Anthony Howe, criador de pira olímpica, e Fernando Meirelles explicam o conceito da pira olímpica. Pequena, mas com um efeito grandioso.

O “polêmico” vôo do 14-bis

Americanos ficaram raivosos com a petulância de nos considerarmos inventores do avião, mas teve até gringo trabalhando no 14-bis que voou no Maracanã.

RGB fez a magia da Cidade das Caixas

A Cidade das Caixas, que fez alusão ao visual de uma comunidade carioca, foi palco de diversas apresentações. A montagem precisou ser muito bem calculada

Mas o detalhe mais curioso é que elas foram impressas com o que é chamado de enigma cromático.

A sobreposição de imagens em RGB proporcionou um efeito criativo e barato. De acordo com a iluminação que incidia nas caixas, uma das três imagens diferentes aparecia. Feito em parceria com o estúdio Radiográfico.

Marionetes

Criaturas e insetos, que representaram a vida primitiva na Terra, tiveram criação do marionetista Roger Titley. Mais uma vez valeu a política do bom e barato.

Sapatos de ferro dos escravos

O carnavalesco Rossy Amoêdo, responsável pela confecção de adereços da cerimônia, mostra a criação dos sapatos de ferro utilizados na representação dos escravos. Eram na verdade feitos de isopor, madeira e alumínio.

Índios no elástico

Pindorama, um grupo de dançarinos de Parintins, foram os responsáveis pela coreografia que representou os povos indígenas. Se movimentando com elásticos, criaram um dos efeitos visualmente mais legais do show.

A gambiarra

Travesseiros metalizados iniciaram a cerimônia, representando diversos artistas em uma performance chamada de gambiarra. A búlgara Rositsa Ivanova explica o processo.

Voluntários do mundo todo

Gente do mundo todo, de diversas línguas e profissões, se unem para tornar a festa realidade, sem ganhar nada (material) com isso.

Antes e Depois

Os voluntários momentos antes de entrar no Maracanã, cercados de expectativa, e a emoção momentos depois de se apresentarem.

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