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SXSW 2017: A tecnologia que mais precisamos dominar não é AI, VR ou Mixed Reality. É a tecnologia humana.

Independente da tecnologia que surge, as discussões continuam girando em torno de pessoas

por Yugo Motta / Diretor de Planejamento na Artplan

Entro em uma palestra com o título “How startups are changing big businesses”. Ótimo, tem tudo a ver com o que eu curto – intraempreendedorismo, inovação e modelos de gestão. Por uma hora inteira a conversa gira em torno de como a cultura corporativa precisa mudar para grandes companhias se transformarem e aprenderem com startups.

Apesar de algumas empresas terem centros de inovação espalhados pelo mundo praticando venture corporate capital, open inovation e hackatons, o que faz essas iniciativas serem absorvidas por toda a corporação acaba sendo a cultura. Ouvi algumas vezes o palestrante dizer que usam metodologias de design centradas no ser humano. Estamos falando de gente, de experiência do usuário e não de tecnologia.

A mesma lógica se aplica a um painel onde as pessoas discutiam como manter talentos criativos dentro de suas respectivas empresas. A resposta? Conversa. Muita conversa, feedback contínuos e compartilhamento de valores. Não eram mimos como barras de cereal de graça ou bikes disponíveis para os colaboradores. A conversa e alinhamento foram citados com opções para reter esse talento. Simples, não?

Então, será que estamos conversando o suficiente? Ou melhor, será que estamos nos escutando?

Está bem claro que precisamos entender mais sobre nós mesmos

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Ouvi por aqui alguns casos de instituições que se destacam por simplesmente ouvir o usuário. A cidade de Vancouver promoveu uma grande mudança no espaço urbano ao entender que seus cidadãos precisavam de mais razões para interagirem entre si. Para isso, criaram diversas intervenções urbanas artísticas. Simplesmente para as pessoas terem motivo para conversarem mais. São espaços públicos que geram conversas. Que aproximam gente.

O ser humano é o foco de tudo isso aqui. Muito se fala de AI, VR, Bots e outras tecnologias. Mas, as trocas que acontecem na cidade, a própria arquitetura do centro de Austin, as conversas, tudo só reforça a ideia que a tecnologia que mais temos que dominar é a tecnologia humana.

No final das contas, me pergunto se para o SXSW 2018 não precisamos ter mais conversas, painéis e Keynotes de psicologia e sociologia. Está bem claro que precisamos entender mais sobre nós mesmos.

Esse conteúdo é oferecimento da Apex-Brasil, que divulgará durante o SXSW 2017 a campanha Be Brasil, uma narrativa envolvente que promove um Brasil confiável, inovador, criativo e estratégico no mundo dos negócios. Saiba mais em www.bebrasil.com.br/pt

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