Como funciona o carro da Fórmula E?

Como foi criado o carro da disputa e que tecnologias poderão estar nos carros de amanhã

por Luiz Yassuda

Como estamos comentando aqui nos últimos dias, a Fórmula E mantém as pesquisas para que os carros e as cidades sejam melhores num futuro próximo. Mas vamos olhar um pouco mais atentamente para o carro?

Já dissemos que eles são 100% elétricos. Mas é preciso dizer um pouco mais. Primeiro, que as grandes equipes da Fórmula 1 estão por trás da bateria, do motor e dos chassis. Na primeira temporada, todas as equipes de Fórmula E utilizaram baterias desenvolvidas pela Williams (usadas até hoje), com células de lítio que oferecem 28kWh de energia. Os primeiros motores foram desenvolvidos pela McLaren, mas hoje cada equipe pode desenvolver sua própria solução de powertrain (motor, inversor, transmissão e resfriamento).

Para tanto, há limitações de peso do carro e cada equipe pode equacionar da melhor forma os pesos e performances de cada parte – sendo que a potência máxima, o famoso pé afundado no acelerador, permitida para os motores é 200kW.

Isso acarreta em soluções criativas no uso de material e de aproveitamento de tecnologias. Equipe vencedora da última temporada (2016), a Renault e.dams usou um câmbio de duas marchas, sendo que a troca era feita com uma alavanca bem parecida com a de videogames antigos (para cima ou para baixo), mas a ausência de borboletas e um sistema eletrônico de troca de marchas economizou bastante peso no carro. Muitas equipes também economizam no metal e apostam em fibras de carbono como protetores de seus sistemas.

A categoria ainda vai mudar bastante. Estão nos planos um carro que não necessite da troca de carros (hoje, os 20kWh das baterias são suficientes para 40 a 45% da prova, o que acarreta numa troca de carros no pit stop e que os pilotos não possam andar o tempo todo tirando o máximo do carro, mas sim dosando horas de correr mais e de administrar vantagens).

Continuaremos vendo, no entanto, a tecnologia dos carros do futuro sendo desenvolvidas neste grande laboratório sobre rodas.

Compartilhe: