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SXSW 2018: O que deve ser feito para melhorar o ambiente de trabalho?
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SXSW 2018: O que deve ser feito para melhorar o ambiente de trabalho?

Palestras no evento focaram em estratégias para tornar o dia a dia das empresas mais confortável e dinâmico em suas resoluções

por Juliana Vilhena Nascimento / Chief Business Officer da F.biz

Este ano eu diria que o SXSW tem três grandes temas: o protagonismo feminino (que eu escrevi sobre aqui), o blockchain e o ambiente de trabalho.

Sobre este último, vi hoje duas palestras muito bacanas que se complementaram bem uma com a outra. Na primeira, Ray Dalio, autor do livro “Principles: Life and Work”, contou um pouco sobre os altos e baixos de sua vida profissional e os aprendizados que colheu a partir deles.

Segundo ele, a receita para uma bem-sucedida vida profissional e pessoal mora em cinco passos simples, que são definir objetivos, mapear problemas, diagnosticar as raízes dos problemas, criar caminhos para contornar estes problemas e finalmente trilhar os caminhos. Isto, obviamente, de forma cíclica e repetitiva. Ao longo do caminho, Dalio ressaltou a importância de manter uma atitude humilde, pois é este valor que nos permite acessar todo o conhecimento à nossa volta.

Na sequência vi Dominic Price – consultor da Atlassian – falar sobre como o nosso modelo empresarial tradicional foi construído para gerar eficiência e que agora as empresas deveriam estar focadas na Efetividade. Ao seu ver, o momento que vivemos nos negócios carrega uma disfunção: o conhecimento que acumulamos sobre novos modelos de negócios, organizacionais e operacionais não são colocados em prática, pois mesmo com toda a humildade do mundo as empresas não conseguem se reinventar.

Para ajudar a mudar este cenário, Price distribuiu um toolkit (que você pode baixar aqui) cuja proposta é de reorganizar por completo as empresas, focado na seguinte equação:

ferramentas certas + pessoas certas + praticas certas = times de alta performance

Traços comuns a ambas as palestras foi o de dar espaço à meritocracia na cultura das empresas e evitar que as emoções e o apego ao conforto se coloquem no caminho do que precisa ser feito. Para isso, é preciso estabelecer um ambiente confortável para se ter conversas desconfortáveis. Será que é hora de diminuir esta disfunção e aplicar estes conhecimentos na prática?

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