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SXSW 2018: A questão de gênero no festival

SXSW 2018: A questão de gênero no festival

Discussões sobre igualdade de gêneros prevaleceram no evento mesmo quando não era o principal tema dos painéis

por Liliany Samarão / Diretora de Atendimento na Publicis Brasil

A partir de hoje as discussões exclusivas para gênero já não estão mais na agenda do SXSW 2018. Mas a verdade é que muito se falou sobre o tema o tempo todo no evento, gerando uma quantidade imensa de informações e aquela sensação de que temos coisas boas acontecendo.

Muito se falou sobre empreendedorismo, oportunidades no mercado global, empoderamento feminino. O SXSW trouxe grandes mulheres para nos inspirar: a jornalista Christiane Amanpour e a ex-presidente da Dell Ingrid Vanderveldt são duas que dividiram seus projetos e conhecimentos. Vanderveldt tem um projeto para empoderar um bilhão de mulheres até 2020, e a aplicação não é dinheiro por dinheiro mas sim de ajudar mulheres a empreender, ensinar a ter um plano de negócios e ainda como dirigir um negócio saudável e de sucesso.

Mas ainda tivemos outros nomes que trouxeram ideias (como a The Wing), mostraram sua arte e levantaram bandeiras importantes – o movimento Time’s Up foi um tema recorrente do festival. Em um festival desta estrutura, ver o tamanho que a discussão de gênero teve mostra como este é um caminho consolidado para as mulheres, mas nem tanto para os homens. Em todas as palestras, 95% dos palestrantes eram mulheres.

A discussão de gênero é de todos, sejam eles homens e mulheres, e todos deveriam estar engajados. Mas, como dizem, “se começa do começo”, então vamos atrás de transformar tudo que vimos em realidade e esperar mais e mais discussões.

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