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Twitter resolve banir usuários que se cadastraram antes dos 13 anos (mesmo que eles não tenham mais esta idade)
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Twitter resolve banir usuários que se cadastraram antes dos 13 anos (mesmo que eles não tenham mais esta idade)

Plataforma está tentando se adequar às novas regras de privacidade do usuário na internet, mas resolveu eliminar as pessoas erradas no processo

por Pedro Strazza

Desde que a União Europeia anunciou a publicação do código de conduta para proteção dos dados dos usuários – também conhecido como GDPR – diversas empresas do mercado vem criando medidas para atender à nova regulação e escapar de qualquer punição prevista pela entidade. Entre elas há o Twitter, que resolveu se adequar às novas regras de um jeito um tanto estranho.

De acordo com o Motherboard, várias contas no microblog tem sido suspensas pela administração sob a alegação de que os usuários teriam se inscrito no site antes de completar 13 anos de idade, mesmo que elas não tenham mais essa idade há um bom tempo. A parte mais doida é que as pessoas que tem seus perfis bloqueados e apagados pela plataforma, quando tentam acessar a conta pelos meios normais, recebem uma notificação avisando que elas não podem entrar no microblog por “não cumprir com as requisições de idade” pedidas por ele.

O Twitter sempre teve a idade de 13 anos como limite mínimo para acessar sua rede social, mas a plataforma só reforçou esta restrição agora por conta das regulações do GDPR, que impõe que os usuários destes sites tenham pelo menos este nível de “experiência” para usar seus serviços. Tanto que o microblog até então nunca tinha exigido a data de nascimento de seus inscritos no processo de cadastro, e quando o usuário declarava que era menor de 13 anos ele pedia ao rebento que providenciasse uma autorização dos pais para continuar a tuitar. O problema é que algumas pessoas criaram a conta sem informar a idade e só depois digitaram a informação na base de dados, tornando impossível a tarefa da empresa de moderar o próprio conteúdo neste campo.

Este curiosamente não é o primeiro caso recente em que a rede social tenta reforçar sua segurança de forma desastrosa. Há uma semana, foi noticiado que o Twitter estava confundindo inúmeras contas inocentes com bots russos apenas porque elas tuitavam com o alfabeto cirílico, num esforço bem intencionado mas um tanto equivocado de limar do microblog a sua praga de trolls e robôs – saiba mais aqui.

Em declarações à imprensa, o Twitter afirma que está pensando a longo prazo numa solução que seja melhor às contas afetadas pela questão, mas que por enquanto estes usuários estão mais do que convidados a criar novos perfis em sua rede. A grande questão, porém, permanece: é mesmo necessário resolver um problema do passado eliminando justamente aquilo que já está resolvido há tanto tempo?

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