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“Inteligência artificial” assina a nova série de comerciais do Burger King

O resultado, como você pode imaginar, é hilário de desastroso

por Pedro Strazza

Com tanta gente por aí estudando e inventando coisas à partir de softwares de inteligência artificial, chega a ser uma surpresa que até aqui nenhuma grande marca tenha decidido delegar a confecção de sua publicidade a um destes programas. O Burger King, que tanto no Brasil quanto lá fora tem seguido uma pegada mais “jovem” para se destacar entre a concorrência, resolveu brincar com o conceito de uma forma bastante sarcástica.

Isso porque a rede de fast food lançou esta semana uma série de comerciais que foram “criados” por uma IA. “Criados” porque na verdade eles foram feitos pela agência David Miami, mas a brincadeira em torno das peças gira exatamente nesta proposta do que poderia acontecer se a marca resolvesse apelar para a ideia radical de entregar todo o planejamento criativo da campanha a um software do tipo.

O resultado é um tanto bizarro, como se pode imaginar. Cada um dos seis comerciais conta com um enfoque diferente, mas a execução é mais ou menos a mesma, com a IA compondo de forma mecânica – e automaticamente hilária – os elementos tradicionais que fazem os vídeos de divulgação do BK. É zuera pra todo lado, incluindo com a própria marca: enquanto o Rei que serve de mascote da empresa é chamado de “creepy, mas amigável porque tem uma coroa”, os protagonistas do comercial acima e abaixo são satirizados como pessoas que vivem apenas dentro das unidades da lanchonete. “Qual é o seu nome, Nugget Boy 2?” pergunta um personagem para outro uma hora, ao qual é respondido com um “Chicken Nugget” – e para piorar, ele responde “Eu também” e o programa “narra” as risadas com uma voz à la Google Tradutor.

Já nas outras quatro peças, dedicadas a apresentar produtos específicos do cardápio, a piada é com a confusão que a IA faz no roteiro. Enquanto o famigerado Chicken Sandwich ganha um comercial inspirado na famosa piada da galinha cruzando a rua e definido como “com gosto de pássaro”, o Whopper é definido como ideal para… dormir.

De acordo com o chefe global de marketing do BK Marcelo Pascoa, o objetivo com os comerciais é mostrar que a tecnologia ainda não é tão criativa a ponto de substituir seres humanos na publicidade: “IAs, bots, machine learning, algoritmos de aprendizado profundo, blockchain, entre outros – são todos tópicos enquanto nós exploramos o futuro da publicidade. Mas nós precisamos evitar de se perder no mar de inovação tecnológica e de buzzwords e esquecer o que realmente importa. E esta é a ideia. Inteligência artificial não é um substituto para uma grande ideia criativa vinda de uma pessoa real” ele define numa declaração à imprensa.

E você aí pensando que era só uma piadinha inocente com as novas tecnologias.

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