Agrotóxicos

Mamilos #215

Jornalismo de peito aberto

— Por que o senhor desconfia que sua esposa está tentando matá-lo?

— Ela me serviu pimentão, alface e tomate no jantar. E de sobremesa, morango e uva!

Essa é uma conversa entre um médico e um paciente numa charge do cartunista Amarildo. Ela retrata mais uma das aflições que atingem os brasileiros: o medo de que a comida que comemos represente um risco.

Nessa terça, 17 de setembro de 2019, o Ministério da Agricultura registou 63 novos agrotóxicos. Com isso, temos, até agora, 325 novos pesticidas liberados em 2019. Esse é o maior número de registros nesse período dentro da série histórica que é medida desde 2005. A gente tá caminhando para bater o recorde de 450 registros novos que pertence ao ano de 2018. Ao todo, temos cerca de 2.300 produtos desse tipo registrados no país.

Nesse novo pacote de liberações, existem 2 princípios ativos que servirão de base para produtos inéditos e 5 novos produtos que estarão à venda. Os outros 56 são genéricos de produtos que já existem no mercado.

E é nesse maior contingente que foca a ministra da agricultura Tereza Cristina quando diz: “São produtos ‘genéricos’, cujas moléculas principais já estão à venda, que vão trazer diminuição de preço, para que os produtores possam ter viabilidade nos seus plantios”. A lógica é: mais concorrência pode baixar preços e, com isso, também se espera diminuir o volume de utilização de agrotóxicos piratas, que são ainda mais perigosos.

Os agrotóxicos, agroquímicos, defensivos agrícolas, fitossanitários ou pesticidas, são substâncias químicas sintéticas utilizadas para matar pragas, insetos, bactérias, fungos e plantas daninhas. Usamos cerca de 500 mil toneladas desses produtos por ano, ao custo de 35 bilhões de reais, sendo 58% desse uso em plantações de soja e milho. Isso nos torna o maior consumidor mundial desses produtos em números absolutos. Mas se levarmos em consideração a quantidade de alimento produzida e a área plantada, Japão, União Europeia e Estados Unidos consomem mais agrotóxicos que nós.

Para uma tonelada de alimento, gastamos 8 dólares em pesticidas. Já o Japão, gasta 95 dólares.

Mas não há bem o que comemorar. Além de um alto volume de uso, ainda existe uma mudança de classificação na toxicidade que deixou muita gente alerta. Como se não bastasse, a forma como aplicamos os produtos também causa alarme. Nós, por exemplo, aplicamos vários tipos de agrotóxicos por avião. Essa prática, que é proibida em outros lugares do mundo, acaba levando pesticidas para perto de casas, animais, gado, nascentes de rios e córregos. Ou seja: o meio ambiente também fica comprometido.

No dia 18 de setembro de 2019, tivemos a divulgação do laudo de uma investigação, paga com recursos do Ministério Público Estadual de Santa Catarina, que revelou que cerca de 50 milhões de abelhas morreram envenenadas por agrotóxicos em janeiro deste ano na região. A principal causa? Um tipo de agrotóxico usado em lavouras de soja das redondezas. Essa substância foi proibida em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul após pesquisas comprovarem que ela é, sim, letal para as abelhas. Santa Catarina é o maior exportador de mel do Brasil, com 99% de sua produção certificada como orgânica e , agora, percebe sua produção ameaçada.

Com tanta polêmica, nossa intenção hoje é aprofundar um pouco mais sobre esse cenário e entender os pontos que cercam os agrotóxicos e a comida que comemos. Vem degustar este programa com a gente!

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