Americanos poderão contribuir para campanhas políticas pela Alexa

Pagamentos serão processados pelo Amazon Pay. Os candidatos devem ter telefone, endereço e conta bancária nos Estados Unidos

por Matheus Fiore

Assistentes pessoais como os smart speakers Google Home e Alexa se tornaram algo presente em boa parte dos lares americanos. Se no começo, a população olhava de forma descrente para a nova tecnologia, uma pesquisa publicada em 2018 mostrou que, no período, 32% da população americana já possuía um assistente em seu lar.

Aos poucos, os smart speakers ganham novas funcionalidades que facilitam as atividades diárias de seus proprietários. A última novidade é da Alexa, o famoso modelo da Amazon. Em breve, usuários da Alexa poderão utilizar a assistente pessoal para… Fazer doações para campanhas políticas. A partir dessa semana, americanos poderão fazer doações para os candidatos à corrida presidencial de 2020.

Tudo dependerá, claro, dos próprios responsáveis pelas campanhas aceitarem essas doações. Caso os políticos estejam aptos a receber, um proprietário de uma Alexa pode fazer a doação simplesmente dizendo “Alexa, eu quero fazer uma contribuição política” ou “Alexa, doe [quantidade] para [nome do candidato]”.

Os pagamentos serão processados pelo sistema de pagamentos da Amazon, o Amazon Pay, e os doadores receberão e-mails com recibos das doações assim que as fizerem.

O The Verge aponta que há, atualmente, uma discussão sobre quais candidatos estarão aptos a receber as doações. A novidade é anunciada como disponível apenas para candidatos “principais”, mas não específica quais políticos estão incluídos nessa categoria. A Amazon foi procurada para comentar a discussão, mas não se pronunciou.

Para receber doações via Alexa, os candidatos deverão ter um endereço, uma conta bancária, um cartão de crédito, uma rua e um telefone, todos registrados nos Estados Unidos.

Parece óbvio, mas o fato de o sistema só aceitar que doadores e candidatos sejam dos Estados Unidos é uma medida importante, já que há, no país, uma forte discussão quanto à influência externa nas eleições. O Facebook, por exemplo, mudou as políticas de sua plataforma em abril, para que não haja interferência via Facebook em eleições de outros países.

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